A IBM irá revelar nesta terça-feira (16) o computador quântico mais poderoso do mundo. Batizada de Eagle (Águia), a máquina funciona com 127 bits quânticos, ou qubits, e segundo a empresa tem o dobro da potência do Zuchongzhi, computador quântico chinês revelado em julho deste ano.

Na época a máquina chinesa, que tem 56 qubits, foi considerada a mais poderosa do mundo em sua categoria, resolvendo em cerca de 70 minutos uma tarefa que supercomputadores “clássicos” levariam pelo menos oito anos para calcular.

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“O Eagle é um marco porque ultrapassou a barreira dos 100 qubits. Já atingiu o limite em que seu poder de computação não pode mais ser simulado com processadores clássicos”, afirmou Zaira Nazario, gerente técnica de Teoria da Computação Quântica e Aplicações da empresa, ao jornal El País. O número de bits clássicos necessários para igualar o poder de computação do novo processador excede o número total de átomos nas mais de 7,5 bilhões de pessoas vivas hoje.

Desenho esquemático do processador quântico Zuchongzhi
Desenho esquemático do processador quântico chinês Zuchongzhi. Crédito: University of Science and Technology of China

“A chegada do processador Eagle é um passo importante em direção ao dia em que os computadores quânticos poderão superar os computadores clássicos em níveis significativos”, disse Dário Gil, Vice-Presidente e Diretor de Pesquisa da IBM.

Computadores quânticos ainda não são usados e em larga escala, mas tem o potencial para revolucionar nossa sociedade de forma ainda mais intensa do que os computadores “clássicos” atualmente em uso.

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Explorando a capacidade dos Qubits de assumir múltiplos estados simultaneamente (um fenômeno chamado superposição), eles podem lidar com problemas que cuja solução seria impossível ou demorada demais em um computador comum.

Entre as tarefas que tornariam possíveis estão quebrar, em questão de segundos, algoritmos de criptografia que levariam milhões de anos para ser decifrados em um computador clássico, simular a interação de moléculas no desenvolvimento de substâncias químicas e medicamentos ou até mesmo tarefas aparentemente “mundanas” como calcular a melhor rota para entrega de pacotes ou qual portfolio de investimentos terá o melhor retorno.

A IBM, que é uma das principais empresas no segmento da computação quântica, espera apresentar no ano que vem um novo processador de 433 qubits, e em 2023 outro de 1.121 qubits.

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