A China está construindo uma embarcação especializada para o lançamento de foguetes em alto-mar. Por enquanto conhecida como “novo tipo de embarcação para lançamento de foguetes”, ela terá 162,5 metros de comprimento e 40 metros de largura, e está sendo construída para uso em conjunto com o novo Espaçoporto Oriental da China (China Oriental Spaceport) em Haiyang, na província de Shandong.

O navio será usado para lançar foguetes de combustível sólido, como o Longa Marcha 11 e o Smart Dragon 3, este ainda em desenvolvimento. Segundo um post em uma rede social chinesa, no futuro ele também poderá ser usado para o lançamento de foguetes movidos a combustível líquido.

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Lançamento de um foguete Longa Marcha 11 a partir do Mar Amarelo, na China, em Setembro de 2020. Vídeo: Space

A China já fez dois lançamentos de foguetes Longa Marcha 11 a partir de balsas convertidas, o mais recente em setembro de 2020. O navio vai ajudar a atender a demanda cada vez maior por acesso ao espaço: os quatro centros de lançamento chineses fizeram, neste ano, 41 lançamentos, estabelecendo um novo recorde para o país. Os Estados Unidos estão na segunda posição, com 39 lançamentos.

Lançamentos marítimos tem várias vantagens: o posicionamento flexível da plataforma de lançamento significa ser muito mais fácil escolher uma trajetória de voo que não passe sobre outros países, ou então uma que dê a certeza de que estágios descartados e eventuais destroços caiam no mar. Em todos os quatro centros de lançamento da China, destroços caem sobre o solo, e algumas vezes sobre áreas povoadas

Outra vantagem é a possibilidade de lançar mais próximo ao equador, onde a velocidade de rotação da Terra dá um “impulso” extra aos foguetes, o que significa que menos combustível é necessário para atingir a órbita. 

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O projeto do Espaçoporto Oriental da China está sendo conduzido pela Academia Chinesa de Tecnologia de Veículos de Lançamento (CALT, China Academy of Launch Vehicle Technology), principal fabricante de foguetes e subsidiária da Corporação Chinesa de Tecnologia e Ciência Aeroespacial (CASC, China Aerospace Science and Technology Corporation). 

As instalações em Hayang terão a capacidade de montar e testar foguetes, e poderão produzir até 20 foguetes de estado sólido por ano. Planos futuros incluem a produção de foguetes de combustível líquido, que são mais complexos.

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