O câncer de próstata é a principal causa de morte de 28%  da população masculina no Brasil, segundo os dados mais recentes do Inca, o Instituto Nacional do Câncer. No Novembro Azul, mês da conscientização sobre o tipo de câncer mais comum entre homens, o Institute of Cancer Research (ICR) mostra os novos tratamentos que estão sendo desenvolvidos para combater a doença.

Nos últimos anos, terapias genéticas têm revolucionado o combate contra alguns tipos de câncer, e não é diferente com o de próstata. Essas novas terapias são capazes de identificar as mutações do câncer de um paciente específico e indicar a melhor forma de tratar a doença.

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“Uma das principais áreas de pesquisa em fase de revolução na pesquisa sobre o câncer é o uso de descobertas genéticas para agrupar e separar populações em diferentes níveis de risco, para que possamos direcionar a detecção precoce para os homens que mais precisam”, disse  a professora Ros Eeles, especialista em genética do ICR.

Uma dessas pesquisas em desenvolvimento é a GENPROS, liderada pela Eeles. O estudo  acompanha homens com alterações em genes como BRCA1, BRCA2, MMR ou HOXB13, e seguindo seu diagnóstico e tratamento de câncer de próstata. O objetivo é entender melhor como os tratamentos funcionam bem nesses homens com maior risco.

“Uma vez que sabemos quem é mais propenso a se beneficiar da triagem, podemos trabalhar para alcançar o diagnóstico precoce. É aí que uma segunda área revolucionária de pesquisa se torna importante: desenvolver e usar novos tipos de técnicas de diagnóstico. Por exemplo, biópsias líquidas — exames de sangue simples com o objetivo de identificar alterações específicas do tumor que podem direcionar o médico para onde devem tentar novos tratamentos direcionados”, diz o completou Eeles.

Homem com mão na virilha indicando dor por câncer de próstata
Imagem Shutterstock

Tratamentos contra o câncer de próstata

A pesquisa PSMA, liderada pelo professor Johann De Bono testa um novo medicamento que age como um míssil teleguiado, que destrói as células cancerígenas usando radiação.

O câncer é detectado através de um “dispositivo de localização” que procura pela presença de uma molécula específica. Uma vez em contato, ele entrega uma carga radioativa para destruí-las.

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Já o STAMPEDE, liderado pelo professor Nick James, busca tratamentos que aumentem a sobrevida de pacientes com a doença em estágio avançado.

“Quando começamos o teste de STAMPEDE em 2005, a sobrevivência do câncer de próstata avançado que havia se espalhado para outras partes do corpo era de cerca de três anos e meio, em média. Agora, é em torno de sete a dez anos — e a abiraterona e os outros avanços do julgamento do STAMPEDE podem reivindicar muito crédito por isso”, disse o professor James.

No geral, as novas terapias contra o câncer de próstata focam principalmente em desenvolver tratamentos específicos para determinados pacientes, baseados na análise específicas. 

“A última década tem sido histórica para a pesquisa sobre câncer de próstata, muitos avanços foram feitos — começamos a usar informações genéticas para personalizar o tratamento, reduzir os efeitos colaterais graças a terapias-alvo e estamos apenas começando a treinar o sistema imunológico para combater o câncer de próstata”, finalizou , professor do ICR.

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