O Ministro das Comunicações, Fabio Faria, disse nesta terça-feira (23), durante audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado para debater a implantação da tecnologia, que a entrada de novas operadoras com o resultado do leilão do 5G vai aumentar a competitividade e fazer com que preço da telefonia móvel no 5G seja inferior ao da tecnologia 4G.

O leilão, que ocorreu no início do mês de novembro, selecionou seis novas operadoras para entrar no mercado: Winity II, Brisanet, Consórcio 5G Sul, Neko, Fly Link, Cloud2u. As gigantes Claro, Vivo e TIM arremataram os três lotes nacionais na faixa de 3,5 GHz pelo valor de R$ 1,1 bilhão – essa frequência era considerada a mais cobiçada do leilão por conta de entregar mais velocidade ao cliente final. Sercomtel e Algar Telecom, de atuação regional, também levaram lotes.

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No total, o leilão 5G arrecadou R$ 47,2 bilhões, valor bem abaixo do esperado (mais de R$ 50 bilhões) pelo governo. O edital ofereceu para arremate quatro faixas de radiofrequências – 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz; e 26 GHz, cada uma com finalidades específicas para o mercado.

Segundo Faria, o resultado mostrou que, além das capitais dos estados, 1.174 municípios com mais de 30 mil habitantes serão atendidos por pelo menos três prestadoras de telefonia móvel.

Ilustração de tecnologia 5G
Ministro das Comunicações diz que resultado de leilão do 5G aumentará competitividade. ShutterBestStudio/Shutterstock

“Isso nos dá a garantia de que o preço que iremos pagar pelo 5G, provavelmente será mais barato do que no 4G”, disse o ministro, explicando que com a entrada de provedores de internet na disputa, além do acesso à rede de computadores, eles também poderão oferecer serviço de telefonia.

“No Rio Grande do Norte, por exemplo, nós temos Vivo, Claro e Tim. Com leilão, a Brisanet virou operadora, então vai ter mais disputa de preço”, afirmou. “As maiores disputas no leilão foram nos lotes regionais. Tivemos ágio de 211% no leilão, mas se colocar, por exemplo, lá no Nordeste o ágio foi de 13.000%; a Brisanet ganhou”, acrescentou Faria.

O ministro também lembrou que nem todos os lotes do leilão foram contratados e que até o próximo ano a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve liberar o restante (15%) para um novo leilão.

Implementação do 5G exige mais antenas

Durante a audiência, a necessidade de se ampliar o número de antenas também foi mencionada pelo senador Jayme Campos (DEM-MT).

“Algumas regiões do nosso estado, sobretudo a região Noroeste, lá quem faz e quem construiu a pequena torre foram os pequenos operadores. Tínhamos que incentivar esses porque, na verdade, os bacanas, como eu chamo as grandes empresas, não querem conectar, não querem roer o osso, querem só o que é bom”, afirmou Campos.

Em resposta, Faria ressaltou que as regras do edital determinam que até 2028 todos os municípios do país sejam atendidos com o sinal 5G e que, devido ao leilão não ter sido arrecadatório, as empresas terão mais facilidade para realizar os investimentos necessários para ampliar o sinal.

“A cada ano, as empresas têm uma obrigação mínima de colocar antenas. Se não houvesse essa política pública, as operadoras jamais iriam para Rio Branco, Porto Velho, Natal ou João Pessoa. Iriam ficar apenas na Região Sudeste”, explicou. Além dos municípios, o edital do leilão do 5G prevê que 35,7 mil quilômetros de rodovias federais serão atendidos com redes de telefonia móvel”.

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