O órgão fiscalizador de tecnologia da China pediu que a DiDi, empresa dona do aplicativo de transporte 99, saia da bolsa de valores de Nova York, nos Estados Unidos. De acordo com especialistas, o pedido foi feito diretamente aos principais executivos da companhia chinesa.

Aparentemente, a preocupação da Administração do Ciberespaço da China (CAC, na sigla em inglês) são os vazamentos de dados confidenciais. A DiDi deve criar um plano de retirada que deve ser apresentado ao governo chinês para passar por aprovação.

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Entre as possíveis propostas para o futuro da DiDi, estão a listagem na bolsa de Hong Kong ou uma privatização direta. No caso da privatização, para evitar a resistência dos acionistas, a proposta seria de US$ 14 por ação, mesmo valor do IPO (oferta pública inicial).

Se a empresa optar por uma listagem na bolsa de valores de Hong Kong, o valor do IPO provavelmente seria menor do que o realizado nos Estados Unidos.

Fachada de um prédio da Didi Chuxing
China pede que a Didi, dona da 99, saia da bolsa de Nova York. Imagem: Askarim/Shutterstock

Após o anuncio da pressão do governo da China, as ações da DiDi em Nova York despencaram 7,5% nesta sexta-feira (26). Acionistas da empresa, como SoftBank Group e Tecent, também viram suas ações caírem nas respectivas bolsas onde estão listados.

O futuro da DiDi ainda é incerto, pessoas próximas as negociações esperam que os reguladores chineses voltem atrás no pedido. A esperança se dá pois, mesmo tendo indo contra as recomendações da China, a DiDi teve o maior IPO de uma empresa chinesa nos Estados Unidos desde a oferta pública da Alibaba, em 2014.

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