O complicado negócio de US$ 40 bilhões firmado entre as gigantes Nvidia e a ARM ainda em setembro de 2020 acaba de ganhar um novo capítulo. Depois do órgão de concorrência britânico se posicionar contra a fusão em agosto, desta vez é a Comissão Federal de Comércio (FTC) dos EUA que foi à justiça para barrar a aquisição.

Dentre os argumentos da agência norte-americana está o fato do negócio oferecer vantagens claras à Nvidia, que mesmo antes da compra da ARM já era considerada uma das maiores empresas de chips do mercado. Além de oferecer o poder de interferir em outros chips criados pela ARM, usados por diversos concorrentes em diferentes segmentos da indústria.

publicidade

“O negócio dá a uma das maiores empresas de chip controle sobre tecnologias de computação e design que firmas rivais dependem para desenvolver seus próprios chips competidores”, ressaltou a FTC.

Veja também

Com isso, segundo o órgão, a fusão pode prejudicar diretamente a inovação na indústria automotiva e até nos data centers, por exemplo. Para o consumidor final, a agência ainda destaca que o mercado pode ficar com produtos ainda mais caros nas prateleiras e com menos opções se o negócio for fechado.

Por fim, a aquisição ainda oferece à Nvidia a possibilidade de acessar informações sensíveis de outros competidores licenciados pela ARM, finaliza o órgão antitruste. Alguns desses dados, inclusive, podem ser de concorrentes diretos da Nvidia, o que certamente resultaria em conflito de interesses e na confiança abalada entre os diversos parceiros da ARM.

Imagem principal: Ascannio/Shutterstock

Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!