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Após desembarcar em Wall Street e movimentar o mercado, nesta sexta-feira (10) foi a vez da bolsa de valores brasileira B3 começar a negociar as ações do Nubank em forma de BDRs (Brazilian Depositary Receipt), que funcionam como recibos dos papéis do banco digital listados em Nova York na NYSE.
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Ao longo do pregão de hoje, os BDRs chegaram a subir 10,04%, ao passo que em Nova York as ações fecharam o dia em alta de 14,78%, cotadas a US$ 10,33 cada — fato que elevou ainda mais a capitalização da fintech, agora avaliada na casa de US$ 47 bilhões (mais de R$ 290 bilhões). Na tarde de hoje, os papéis tinham alta de 6,97% na B3.

Na cerimônia de estreia, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, destacou que com a oferta inicial, o Nubank trouxe “mais inovação” ao mercado financeiro. A dupla listagem, ou seja, a negociação simultânea tanto no Brasil como na Bolsa de Nova York (NYSE), também foi vista como uma operação de vanguarda.
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Sobre a abertura de capital do banco digital — agora considerado o mais valioso da América Latina — o economista Nicolas Borsoi comentou ao portal Estadão que o bom desempenho do Nubank na bolsa certamente deve influenciar de forma positiva o nicho de bancos digitais, já que mostra que há confiança nesse segmento entre os investidores.
Já o analista de mercado Pedro Galdi, ressaltou o fato do Nubank estar “com forte nível de caixa” após o IPO, que já levantou US$ 2,6 bilhões. Um fator que abre espaço para a empresa mirar em novas aquisições no futuro. Algo que já está nos planos da fintech.
Por fim, sobre um possível embate com outros bancos mais tradicionais, o especialista aponta que além de gerar maior competição no mercado, é pouco provável que a entrada do Nubank na bolsa cause grandes impactos em outras instituições já estabelecidas no mercado.
Imagem principal: rafapress/Shutterstock
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