Pela primeira vez cientistas conseguiram identificar fatores que indicam que determinadas bactérias podem se tornar resistentes a alguns tipos de antibióticos no futuro. Isso pode ajudar a medicina a se preparar e desenvolver novos tratamentos antes que os atuais percam força ou até mesmo evitar que isso ocorra.

O estudo publicado na Nature foi conduzido por pesquisadores da University College London e do Great Ormond Street Hospital. Durante o processo, foram sequenciamos mais de 3 mil amostras de tuberculose além do rastreamento dos pacientes que tiveram a doença ao longo de quase 20 anos.

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Especificamente a pesquisa focou na Mycobacterium tuberculosis (TB), uma forma grave da doença que afeta os pulmões. O tratamento é longo e necessita de muitos antibióticos. Além disso, a TB pode se tornar resistente aos tratamentos quando os pacientes não concluem ele no período certo.

Tuberculose. Imagem: Shutterstock
Imagem: Shutterstock (Avac)

Bactérias resistentes a antibióticos

Essa resistência é potencialmente perigosa pois pode gerar versões mais graves da doença que sejam capazes de inviabilizar os tratamentos atuais. No entanto, esta nova pesquisa identificou pela primeira vez como prevenir as mutações de resistência aos medicamentos antes que elas ocorressem.

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Os cientistas utilizaram análise computacional para identificar o código genético ancestral da bactéria que desenvolveu resistência aos medicamentos. Foram analisadas mudanças no no desenvolvimento que indicam caminhos com maior probabilidade de desenvolvimento de resistência a medicamentos.

“Estamos ficando sem opções de antibióticos e as opções que temos são frequentemente tóxicas – temos que ser mais inteligentes no uso do que temos para prevenir a resistência aos medicamentos”, disse Dr. Grandjean, um dos autores da pesquisa. “Este é o primeiro exemplo de mostrar que podemos avançar na resistência aos medicamentos . Isso nos permitirá, no futuro, usar o genoma do patógeno para selecionar os melhores tratamentos”, finalizou.

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