O quarto filme da franquia “Matrix” chega às telas dos cinemas na quarta-feira (22) sob o título “Matrix Resurrections”, ou também conhecido como “Matrix 4”. Com o retorno de Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss em seus papeis originais (Neo e Trinity), o Olhar Digital pôde conferir com exclusividade o longa da Warner Bros.. Confira abaixo nossas impressões.

Atenção! O texto contém spoilers.

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Novo pôster de ‘Matrix Resurrections’. Imagem: Divulgação

O primeiro lançamento de “Matrix” aconteceu em 1999, trazendo um marco revolucionário para o cinema ante as suas tecnologias de produção, de enredo e de teorias que “bugaram” a mente da maioria. De forma resumida (e grosseira), a história se baseia na existência de uma realidade virtual (a Matrix) onde seres humanos vivem suas vidas normalmente sem saber que tudo se trata de um sistema inteligente e artificial que manipula a mente da população a fim de sugar e produzir energia.

Dentro disso, Thomaz Anderson (Reeves) – mais tarde Neo – começa a levantar dúvidas sobre essa realidade e, posteriormente, desperta para o mundo real, se tornando quem deveria ser: “O Escolhido” responsável por acabar com a simulação.

O ano de 2003 foi ainda mais marcante para a saga, já que as irmãs Lana Wachowski e Lilly Wachowski, diretoras da franquia, avançam na história e lançam em um mesmo ano “Matrix Reloaded” e “Matrix Revolutions” – o terceiro e último filme, até agora – o qual deixou algumas pontas soltas e certa ansiedade pelo desenrolar de “Matrix 4”, já que o enredo dá a entender que o amado casal Matrix morre após a guerra contra as máquinas.

Keanu Reeves Carrie Anne Moss Neo Trinity Matrix Resurrections
“Matrix Resurrections”: não é apenas um recomeço, mas uma nova era | Crítica. Imagem: Warner/Divulgação

“Matrix 4”

Contudo, Lana Wachowski, que dessa vez produziu o filme sem a irmã cineasta, soube exatamente como “Ressuscitar” a franquia mesmo após 18 anos. “Matrix Resurrections” traz diversas – muitas mesmo – referências do primeiro filme, o que claro era necessário devido o espaço-tempo entre as produções e o desfecho de Revolutions.

Contudo, apesar da nostalgia, não se trata apenas de um recomeço, mas de uma nova era para Matrix. O filme usou e abusou do que tinha de melhor: as teorias. O atual avanço na tecnologia, no entanto, se conteve nos efeitos especiais e adicionou lutas mais reais, o que pode ser uma decepção para aqueles que esperam um espetáculo cheio de acrobacias e poderes (isso não significa que não tenha).

Até aí, nada novo sob o sol do que os fãs esperavam e do que o trailer mostrou. Porém, algo se destacou: o humor. Sim! Diferente dos outros, Matrix 4 trouxe uma pequena dose de humor que fala diretamente com os fãs, o que, confesso, causou um arrepio, emoção e satisfação – quem assistir vai me entender.

“Matrix Resurrections”: não é apenas um recomeço, mas uma nova era | Crítica. Imagem: Warner/Divulgação
“Matrix Resurrections”: não é apenas um recomeço, mas uma nova era | Crítica. Imagem: Warner/Divulgação

E por falar em emoção, como não citar o reencontro de Reeves e Moss, bem como seus respectivos personagens. É interessante como o tempo para a nova produção do filme se casou com a aparência mais velha de ambos na vida real. A interpretação do ator e sua reinserção ao papel de Neo é algo que perpetua o nome e legado de Matrix, explicando e clareando as ideias sobre o funcionamento por trás da inteligência artificial e, o melhor, dando o merecido e devido espaço às mulheres (aceitem!). Julgo ainda dizer que, na verdade, Matrix é uma franquia sobre amor, um clichê romance, sem dispensar claro as críticas sociais embutidas que todo o filme traz.

Preciso ainda acrescentar a apresentação de Yahya Abdul-Mateen II como o novo Morpheus – papel de Laurence Fishburne nos filmes anteriores. Existia um certo receio por minha parte antes de assistir ao longa, que foi dizimado a cada cena em que o ator aparecia. Assim como toda a obra, não é uma mera adaptação ou imitação – um alívio –, mas um update da lenda. Entretanto, com o máximo respeito, Morpheus de Fishburne nunca serão.

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Por fim, Matrix 4 não é apenas uma “Ressureição”, mas uma evolução que não se perdeu dos seus conceitos e essência. É um novo que se reinventou e tentou não ultrapassar as barreiras do que seria cabível para o enredo e legado – algo que, apesar do sucesso e qualidade, a franquia de “Velozes e Furiosos” fez, diga-se de passagem.

Vale destacar que “Matrix Resurrections” está em versão IMAX, ou seja, máxima experiência dentro das salas de cinema – clique aqui para entender mais sobre filmes em IMAX. Recentemente, o original ‘Matrix’ de 1999 foi relançado usando a tecnologia e o Olhar Digital também pôde analisar o filme em termos de avanço audiovisual. Para conferir a crítica, clique aqui.

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