Como devemos avaliar a cibersegurança para o próximo ano

O impulsionamento da transformação digital desde o início da pandemia da Covid-19, trouxe a necessidade de acelerar e modernizar as empresas mudando para sempre como os negócios observam, analisam e incorporam novas ferramentas e tendências tecnológicas.

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Quando falamos em inovação tecnológica, entendemos como qualquer novidade que apareça no mercado para melhorar o uso das máquinas, o desempenho dos colaboradores, os produtos e a eficiência dos serviços para garantir uma melhor experiência para o consumidor e melhores resultados para uma organização.

Resta às organizações desenvolverem seus próprios métodos para acompanhar o ritmo frenético das mudanças tecnológicas. Todas as equipes, não somente as de TI, precisam estar capacitadas para enfrentar os desafios e modificar o cenário atual, porque a realidade mostra que as inovações ainda chegam mais rápido do que a maioria das empresas conseguem acompanhar.

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Porém, o conhecido ditado “a pressa é inimiga da perfeição”, se faz muito presente nesse cenário. Ainda que haja uma pressão, natural, para que as coisas aconteçam da maneira mais rápida possível, não podemos deixar de lado as questões importantíssimas da cibersegurança. Em 2021, vimos a quantidade de tentativas de ataques aumentar, com cibercriminosos tentando aproveitar da fragilidade em um mercado que ainda se recupera de uma pandemia.

Se nós, empreendedores e empresas estamos nos preparando para o que está por vir, saibam que os cibercriminosos também estão. Em todo o mundo, o sequestro de dados bateu recorde no primeiro semestre de 2021: foram detectadas 304,7 milhões de tentativas de ransomware no período de 6 meses, segundo dados da empresa de cibersegurança SonicWall. Mas nem tudo devemos ver com maus olhos. O aumento dos ataques forçou muitas organizações a investir mais em programas de conscientização e treinamento de segurança digital para combater o crime cibernético e evitar a ocorrência de violações.

Para 2022, pelo menos, a perspectiva é boa. Com o intuito de reduzir os frequentes ataques de hackers registrados durante a pandemia de Covid-19, cerca de 83% das organizações empresariais no Brasil devem aumentar o investimento em segurança cibernética em 2022, conforme números divulgados pela pesquisa PwC Digital Trust Insights 2022.

Com base nos números, reitero uma questão muito abordada por mim anteriormente, o investimento em cibersegurança. Caso o aumento das verbas não ocorra, os inúmeros ataques cibernéticos ocorridos nos últimos 10 meses (que deverão fazer de 2021 o pior ano de segurança cibernética já registrado) podem se multiplicar.

*Carlos Baleeiro é Country Manager da ESET no Brasil

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