Nesta segunda-feira (3), o presidente Jair Bolsonaro foi internado com um quadro de obstrução intestinal no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. Não há previsão de alta, mas a Secretaria Especial de Comunicação da Presidência (Secom) informou que o presidente passa bem.

Essa não é a primeira vez que Bolsonaro é internado com esse problema. Há cerca de seis meses o presidente chegou a ser internado para tratar a condição. O quadro ainda é resultado da facada sofrida pelo então candidato na campanha eleitoral de 2018.

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De acordo com o Manual MSD, que classifica doenças e condições de saúde para profissionais da área, a obstrução intestinal é uma obstrução mecânica significativa ou bloqueio completo da passagem do conteúdo pelo intestino.

Ilustração em 3D de um intestino humano.

Causas e tratamentos da obstrução intestinal

As causas variam bastante e incluem tumores, hérnias e a presença de corpos estranhos. Além disso, traumas na região, como o sofrido pelo presidente, podem causar aderência no intestino e ocasionar a obstrução na região. Cerca 85% das obstruções parciais do intestino delgado desaparecem sem a necessidade de tratamento não cirúrgico, enquanto aproximadamente 85% das obstruções completas do intestino delgado requerem cirurgia. Bolsonaro já falou sobre a possibilidade de passar por um novo procedimento cirúrgico.

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Os sintomas da obstrução intestinal incluem náuseas, cólica, vômito, excesso de gases e claro, intestino preso. No entanto, eles variam de acordo com a gravidade do caso e a condição da obstrução, que pode ser simples ou por estrangulamento. 

“Na obstrução intestinal simples, o bloqueio ocorre sem comprometimento vascular. Alimentos e líquidos ingeridos, secreções digestivas e gás se acumulam acima da obstrução”, diz o documento da MSD.

“A obstrução por estrangulamento consiste em obstrução com comprometimento do fluxo sanguíneo; ela ocorre em cerca de 25% dos pacientes com obstrução do intestino delgado. Esse quadro pode progredir para infarto e gangrena em tempo curto”, completa ainda.

Na maioria dos casos não é preciso intervenção cirúrgica. O tratamento geralmente é feito mantendo o paciente em jejum e utilizando uma sonda nasogástrica.

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