O aumento de movimentações financeiras na web não apenas trazem lucros para investidores como também abrem margem para crimes cibernéticos. Somente os envolvendo criptografias atingiram a marca recorde de US$ 14 bilhões em 2021, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (6) pela Chainalysis (plataforma de regulação financeira em ativos digitais) em seu relatório anual intitulado Crypto Crime. 

Em 2020, o montante desviado em atividades ilícitas na dark web atingiu US$ 7,8 bilhões, sendo a maioria em pirâmides financeiras. Roubo de criptomoedas cravou um prejuízo de US$ 3,2 bilhões. Trata-se de um aumento de 516% em comparação a 2020.

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Mercado de criptomoedas em intensa expansão

O aumento de 79% nos crimes envolvendo criptomoedas cresceu tanto em razão da explosão no uso desse tipo de ativo digital. Somente em 2021, as transações tiveram uma elevação de US$ 15,8 trilhões. Trata-se de uma ampliação de 567% em relação a 2020, ou seja, o mercado está em ebulição. 

Com mais transações acontecendo simultaneamente no universo online, não é de se espantar que cibercriminosos tenham criado mecanismos para agirem de maneira ilícita. 

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Há duas categorias mais cobiçadas pelos cibercriminosos: fundos roubados e golpes. 

Somente em 2021, a receita dos golpes aumentou 82%, atingindo US$ 7,8 bilhões de criptomoedas roubadas das vítimas. 

Mais de US$ 2,8 bilhões vieram do golpe conhecido como tapete. Trata-se de uma ação nova onde os desenvolvedores criam o que parece ser projetos legítimos de criptomoeda, com oportunidades de investimentos fraudulentas. 

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As criptomoedas já fazem parte da realidade dos cibercriminosos, que utilizam cada vez mais de técnicas refinadas para enganar investidores; relatório sugere maior empenho e investimentos em comunicação e segurança nos setores público e privado. Imagem: NicoElNino – Shutterstock

Dessa maneira, os cibercriminosos conseguem atrair e captar a moeda digital, desaparecendo em seguida. As perdas referem-se aos fundos dos investidores e não perdas no valor do tokens DeFi (finanças descentralizadas em tradução livre) após um rugpull (tipo de golpe, puxar o tapete em tradução livre).   

Cerca de 90% dos valores perdidos ao longo de 2021 vieram de tapetes puxados por meio de uma bolsa descentralizada fraudulenta conhecida como Thodex. O CEO desapareceu no momento em que a bolsa encerrou a capacidade dos usuários sacar fundos. 

As demais envolveram projetos DeFi, onde os desenvolvedores enganaram os investidores oferecendo tokens com valor zero no processo. 

E as ações criminosas seguiram a mesma lógica das demais: aumento nas transações. Somente as DeFi cresceram 912% em 2021 em comparação com 2020, com retornos bem vantajosos dos tokens. 

Como combater os cibercriminosos

Segundo o estudo da Chainalysis, os hackers criam novos totens DeFi e listam-os nas bolsas, sem uma auditoria de código. É aí o grande risco, pois não há regras de governança do contrato.  

Do total de US$ 3,2 bilhões dos roubos de criptomoedas, 72% eram referentes a protocolos DeFi. Entre as formas de prevenção, os especialistas citam melhorias na comunicação entre o setor privado e público. 

Uma alternativa apontada no relatório é priorizar investimentos que colaborem com investigações que apreendam criptomoedas obtidas ilicitamente. Afinal, até mesmo o crime organizado já vem se apoderando desses tipos de golpes para também lucrar no mundo virtual. 

Via: Chainalysis

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