Você tem o hábito de fotografar seu próprio prato para postar nas redes sociais? Se não tem, pelo menos, conhece muita gente que adora registrar as refeições antes de saboreá-las. O Programa Wildlife Conservation Society (WCS), da Argentina, divulgou um vídeo de um pinguim nadando e devorando peixes — e a gravação foi feita pelo próprio animal, no melhor estilo food selfie.

O incrível vídeo subaquático foi feito por um pinguim gentoo macho equipado com uma câmera especial. Na gravação, é possível ver o animal mergulhando de forma bem veloz — afinal, é a ave mais rápida do planeta debaixo de água — por entre um cardume de sardinhas com uma agilidade impressionante. Outros pinguins também podem ser vistos à distância, juntamente com cormorões e albatrozes

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De acordo com a WCS, a gravação foi feita no Canal Beagle, na região argentina conhecida como Terra do Fogo, onde o programa apoia a conservação de pinguins há mais de 20 anos.

Doada pelo Projeto Tawaki, a câmera foi colocada no pinguim como parte de um estudo colaborativo sobre ecologia alimentar realizado pela WCS Argentina, juntamente com o Fundo de Pesquisa Antártica. O estudo está comparando a ecologia alimentar dos pinguins gentoo (Pygoscelis papua) da Argentina e o pinguim de olhos amarelos (Megadyptes antipodes) da Nova Zelândia.

Pinguins gentoo geralmente procuram por sua comida perto do fundo do mar, mas as imagens revelaram que se eles se depararem com uma oferta de petiscos ao longo do caminho, eles não perderão a oportunidade de fazer um lanchinho.

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“Ficamos fascinados em ver a comunidade de aves marinhas do Canal de Beagle se alimentando desse incrível cardume de sardinhas. Escrevemos em muitos jornais que a comunidade de aves marinhas no Canal de Beagle depende de sardinhas, mas esta é a prova. E tudo foi confirmado com uma estrela atrás da câmera: o pinguim”, disse Andrea Raya Rey, pesquisadora associada do WCS Argentina e equipe do Centro Austral de Investigações Científicas (CADIC-CONICET).

O WCS trabalha na conservação de pinguins em toda a região do Cone Sul da América do Sul, promovendo a criação e o manejo efetivo de áreas marinhas e costeiras protegidas habitadas por eles.

Além disso, o WCS trabalha com práticas integradas de gestão da terra que aprimoram a proteção de colônias de reprodução em cativeiro. O WCS vem colaborando no monitoramento da população de pinguins de Magalhães na Argentina há mais de trinta anos, e estudando as necessidades alimentares e o uso espacial do ambiente marinho de várias espécies (rockhopper, gentoo, Magalhães) em toda a Patagônia para promover o planejamento espacial marinho.

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