A agência espacial norte-americana (NASA), publicou um novo vídeo em seu canal no YouTube, detalhando o funcionamento do sistema óptico do telescópio espacial James Webb, lançado em 25 de dezembro de 2021.

O projeto que concebeu o James Webb é um dos mais ousados da astronomia moderna: considerado o sucessor do telescópio Hubble, o novo aparato já está em sua posição final — o segundo ponto de Lagrange (L2) entre a Terra e o Sol — e a expectativa é a de que ele nos ajude a enxergar o espaço como nunca antes visto por nós.

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A grosso modo, a NASA construiu o James Webb como um gigante refletor de luz. O espelho primário, com 6,5 metros de diâmetro, vai capturar toda a luz que conseguir, refletindo-a para um segundo espelho. Dali a luz parte para um terceiro espelho e, finalmente, um quarto e último espelho — este, de aspecto mais achatado.

Esse último espelho então vai apontar a luz para um buraco localizado no centro do primeiro espelho, onde estão localizados vários instrumentos científicos. Os entusiastas da astronomia vão reconhecer esse como o mesmo método usado por telescópios terrestres com uma configuração conhecida como “Cassegrain”. A diferença, no entanto, é que o James Webb é imenso e terá que operar no frio e vácuo do espaço.

A fim de contornar essa temperatura fria, a NASA construiu o espelho do James Webb usando berílio, um tipo de metal extremamente resistente, maleável e leve, que tem deformação mínima com mudança de temperatura. Mais além, o telescópio também tem uma fina camada de ouro — menos de 100 átomos, para ser exato —, para refletir luz no espectro infravermelho.

Essa parte do frio é importante: apesar de já estar em posição, o James Webb tecnicamente ainda não começou a “trabalhar”. Para executar suas observações, o telescópio precisa estar muito frio, próximo do zero absoluto — e ainda levará alguns meses até ele atingir a temperatura certa para se tornar operacional. 

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