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O Google e o Twitter bloquearam anúncios da revista científica Health Affair, que preparou uma edição especial sobre saúde e racismo. Segundo a diretora de estratégia digital da revista, Patti Sweet, o bloqueio se deu por conta de uma leitura errada dos algoritmos de rejeição para a palavra “racismo”.
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Sweet escreveu um texto no blog da publicação relatando uma grande frustração com o bloqueio do anúncio, já que a edição demorou muito tempo para ficar pronta. Além do anúncio em específico, a conta de anúncios do Google da revista científica também foi suspensa.
Twitter e Google se pronunciaram sobre o ocorrido e explicaram que a rejeição dos anúncios não têm relação com uma leitura equivocada da palavra racismo. Segundo as empresas, trata-se de políticas de segurança em relação à disseminação de desinformação sobre a Covid-19.
Entraves para a divulgação científica
A confusão, porém, demonstra como pesquisas sérias em saúde, algumas vezes não se encaixam de maneira adequada nas categorias usadas pelas empresas de tecnologia para sinalizar conteúdos problemáticos. Isso é um entrave para a divulgação científica sobre temas delicados, como o racismo.
A Health Affairs, por exemplo, é uma revista científica bastante conceituada na comunidade científica e que faz ciência de qualidade, com revisão por pares. O portfólio da publicação inclui artigos sobre temas como saúde sexual e reprodutiva feminina e preconceito social e racial na medicina.
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Com os anúncios no Google e no YouTube, os editores da revista pretendiam atrair um novo público para a publicação. O Google, porém, bloqueou todos os anúncios da revista científica por conta de citações sobre Covid-19 no vídeo promocional.
Empresas se pronunciaram
Segundo a gerente de comunicações e assuntos públicos do Google, Christa Muldoon, anúncios que mencionem a Covid-19 precisam seguir a política de eventos sensíveis da empresa. Anúncios que potencialmente lucrem ou explorem eventos sensíveis, são imediatamente bloqueados.
O Twitter, por sua vez, declarou em comunicado que o bloqueio dos anúncios da revista científica ocorreu por conta de uma política “baseada em causas”. Esta diretriz exige uma certificação para anúncios de cunho educativo e de conscientização sobre pautas sociais e ambientais.
Tudo resolvido?
A política foi implementada em 2019, visando conter informações incorretas em relação a temas como direitos dos animais, mudanças climáticas, engajamento cívico e causas de equidade social e racial. A Health Affairs obteve a certificação no Twitter essa semana e deve reenviar os anúncios na plataforma.
A conta de anúncios da revista científica no Google também foi restabelecida, após o envio de uma série de recursos. Agora, ela espera que não haja um novo bloqueio de seus anúncios. Ela também espera que a atenção do público vá para a pesquisa, e não para a relação da publicação com as empresas de tecnologia.
Via: The Verge
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