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Pode ser só uma lenda urbana, ação de propaganda do governo ucraniano, possivelmente os dois. Mas, se for realidade, é algo que não se via desde o século passado: o “Fantasma de Kiev” seria um legítimo ás da aviação.
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Novos ases, pilotos com ao menos cinco inimigos abatidos, não eram registrados desde os anos 1980, com os últimos ases da história formados no Oriente Médio. O israelense Etyan Stibbe derrubou cinco caças sírios num dia, numa operação em 9 de julho de 1982. E, na Guerra Irã-Iraque (1980-1988), os iranianos Jalil Zandi, Shahram Rostami e Mohammed Rayyan acumularam 8, 6 e 8 inimigos abatidos – salvo erro, são os últimos ases da história.
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A história sobre o único ás do século 21 circulou pelas redes sociais ucranianas e, daí, para o mundo. Um piloto ucraniano teria realizado a façanha de derrubar, a bordo de um MiG-29, seis caças russos.
Até agora, não há informações confirmando a existência do piloto. O fato de as forças militares da Ucrânia terem anunciado a derrubada de sete aeronaves da Rússia na última quinta-feira (24) serviu para suscitar uma onda de publicações sobre o personagem pela internet.
Vitória no simulador
Em uma delas, com 1.472 curtidas e 271 retuítes, o autor chega a detalhar os caças abatidos pelo “fantasma de Kiev”: dois SU-35, dois SU-25, um SU-27 e um MiG-29.
As imagens chegaram até as forças armadas da Ucrânia, que veicularam nesta quinta-feira (25) um MiG-29 do país sendo derrubado por um caça russo.
É fake news. O trecho carregado pela primeira vez no YouTube com o nome de “Ghost of Kiev Kill” (“o fantasma de Kiev mata”) é completamente falso. Na caixa de descrição, o uploader explica que a filmagem foi realizada utilizando um simulador de combate digital.
“Esta filmagem é do DCS [Digital Combat Simulator, jogo de simulação de voo da Eagle Dynamics]”, diz o youtuber com o nome de “Comrade Corb”. “Mas mesmo assim ela é feita em respeito ao ‘fantasma de Kiev’. Se ele for real, que Deus esteja com ele; se for falso, rezo para mais [pessoas] como ele.”
Sem admitir ou negar a existência do Fantasma de Kiev, o governo ucraniano continua a tirar uma casquinha da situação:
Em uma postagem no Facebook de hoje de manhã, o Ministério da Defesa afirma: “Dezenas de pilotos militares experientes desde o capitão até o general, que antes foram dispensados da reserva militar estão de regresso à Força Aérea. Quem sabe, talvez um deles e seja aquele vingador aéreo no Mig-29 que é tantas vezes visto por Kiev!
Tudo será Ucrânia!
Seria o “Fantasma de Kiev” o primeiro ás do século 21?
Desde a Primeira Guerra, quando o termo surgiu, ás da aviação designa um piloto que derrubou ao menos 5 aeronaves inimigos.
Um feito extremamente difícil de realizar e quantificar, uma vez que os critérios de certificação variam de país a país — na 2ª Guerra Mundial, por exemplo, 50% das vitórias da RAF (Força Aérea Britânica) não correspondiam estatisticamente às perdas registradas pelo exército alemão na Batalha da Grã-Bretanha.
A preponderância do combate assimétrico a partir dos anos 1990, e a evolução das defesas dos caças mais modernos, são geralmente vistas como as razões de por que nenhum ás foi registrado em três décadas.
O número oficial de caças da Rússia abatidos, segundo os ucranianos, é sete. Os combates são espalhados pelo país. É extremamente improvável que um “Fantasma de Kiev” possa ter feito tudo quase sozinho.
Imagem: Vladimir Vorobyov/Shutterstock (MiG-29 da Força Aérea Ucraniana)
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