O corte de 25% no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) na semana passada já leva as montadoras a começarem seus cálculos para diminuir o preço dos carros. Prova disso é a nova tabela de valores da Kia, anunciada nesta quinta-feira (3), que confere uma redução (bem pequena) de 3,74% no preço final após a redução do IPI.

Mais barato da marca sul-coreana no país, o sedã compacto Cerato teve seu valor diminuído de R$ 132.990 para R$ 130.490. Já o recém-chegado híbrido Stonic foi de R$ 149.990 para R$ 146.990, enquanto o SUV Sportage caiu de R$ 182.990 para R$ 179.590. Por último, a minivan Carnival saiu de R$ 534.990 para R$ 514.990. Os novos preços já estão sendo praticados em todas as concessionárias da Kia, a partir desta quinta.

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“Neste momento de muita pressão de custos e de forte depressão da demanda interna por veículos automotores, entendemos que o Governo Federal acertou ao reduzir a alíquota do IPI”, diz José Luiz Gandini, presidente da Kia Brasil, em comunicado à imprensa. “Já vislumbrávamos ações concretas do governo em movimentar a economia brasileira. A redução do IPI pode ser esse início de recuperação, ao lado de outras que o setor de importação de veículos pleiteia.”

A Kia foi a primeira montadora no Brasil a lançar os preços atualizados com o IPI reduzido. Não deve demorar, no entanto, para outras fabricantes divulgarem seus novos valores, até mesmo para aproveitar o período pós-Carnaval e impulsionar as vendas. Ao mesmo tempo, como a redução foi discreta, é possível que algumas dessas mudanças sequer sejam repassadas para o consumidor, dado o baixo apelo comercial.

Redução do IPI

A medida do governo Jair Bolsonaro foi publicada no Decreto 10.979 no Diário Oficial da União do último dia 25. Ela prevê uma redução de 18,5% do IPI para veículos, 26,25% para microondas e 11,25% para celulares, geladeiras e televisores. O ministro da Economia, Paulo Guedes, espera, com isso, movimentar a indústria nacional e beneficiar mais de 300 mil empresas.

O governo justificou o corte após a arrecadação de R$ 235,3 bilhões no último mês de janeiro. Já descontada a inflação, trata-se de um aumento de 18,3% em comparação a 2021, no mesmo período. O custo da redução é calculado em torno de R$ 19,6 bilhões, uma quantia que será dividida entre União, estados e municípios.

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