Thierry Métroz, chefe de design da luxuosa DS Automobiles, uma montadora francesa pertencente à Stellantis, é contra o uso de telas sensíveis ao toque dentro dos carros. Para ele, o ideal é eliminar todas elas dos veículos, indo contra a tendência atual.

Métroz diz que cobrir painéis em telas é “um pouco estúpido” e que ele e a equipe da DS estão procurando “revolucionar” os interiores da marca, que já pertenceu à Citroën. O problema, segundo o designer, é que “quando você desliga a tela, você fica com uma superfície preta retangular com todas as impressões digitais. Não é muito sexy. Não é muito luxuoso”.

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Algo menos intrusivo que as telas

Em vez de “cobrir o painel” dos carros com telas, algo contra a filosofia da montadora francesa, está sendo analisado qual nova tecnologia poderia ser usada para os mesmos fins. Qualquer que seja essa tecnologia, Métroz quer que ela seja menos intrusiva, adicionando mais serenidade ao interior.

“É claro que precisamos entregar as informações para o motorista”, disse o chefe de design da DS. E isso “é um grande desafio”.

Para termos uma ideia da tendência atual do uso de telas nos novos veículos, a BMW revelou o luxuoso i7 com sua “Theatre Screen” de 31,3 polegadas, suporte para Amazon Fire TV e controle por meio de pequenos monitores de 5,5 polegadas touchscreen situados nas portas. Há também empresas se unindo para levar “gráficos de videogame” para dentro dos veículos, como é o caso da parceria entre Volvo e Epic Games.

Em uma entrevista dada ao jornal Autocar, além dessa sua “batalha” contra as telas dentro dos carros, Métroz também deu a entender como poderiam ser os futuros modelos DS por fora, em um movimento da marca para se tornar apenas elétrica a partir de 2024. Atualmente, seus modelos trazem uma grande grade frontal, mas ao adotarem motorização elétrica, novos modelos não vão precisar desse tipo de estrutura.

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