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Anitta terá que passar por uma cirurgia por causa da endometriose, doença crônica que afeta uma a cada seis mulheres na idade reprodutiva no mundo todo. Em seu perfil no Twitter, a cantora descreveu muito do que tem passado, inclusive sobre as fortes dores que sente há anos.
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Sua sequência de tweets foi muito importante para várias outras mulheres, que compartilharam suas experiências em resposta na rede social, destacando particularidades do problema. A endometriose é foco de muitos estudos e debates, inclusive na Câmara dos Deputados, como aconteceu esta semana, por exemplo, em uma audiência sobre o ensino da doença nos cursos de medicina no Brasil.
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O que é a endometriose
A endometriose é uma doença inflamatória provocada por células do endométrio – tecido que reveste o útero, sensível às alterações do ciclo menstrual e onde o óvulo se implanta depois de fertilizado. Quando não há fecundação, boa parte do endométrio é eliminada durante a menstruação, e o que sobra volta a crescer – o processo todo se repete a cada ciclo.
A doença surge quando, em vez das células serem expelidas durante a menstruação, elas se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a se multiplicar e a sangrar. Qualquer órgão da pelve (na cavidade abdominal, bacia) pode ser acometido pela doença, que se instala nos ovários e pode provocar o aparecimento de um cisto denominado endometrioma.

Muita dor e problemas para engravidar
Este cisto pode atingir grandes proporções e comprometer o futuro reprodutivo da mulher. Outros órgãos também podem ser acometidos, como parte do intestino grosso (reto e sigmoide), bexiga, apêndice e vagina. A endometriose pode ser assintomática, mas quando os sintomas aparecem, há muita dor.
Principalmente, há dor durante as relações sexuais e dor em forma de cólica (com sangramento intestinal e urinário) durante o período menstrual. A cólica menstrual, com a evolução da doença, aumenta sua intensidade e pode fazer com que a mulher não consiga exercer suas atividades habituais. Como Anitta disse em um dos tweets (ao mesmo tempo em que reforçava a importância de ir atrás de informações sobre a endometriose):
A doença também causa muita dificuldade de engravidar (a infertilidade está presente em cerca de 40% das mulheres com endometriose). Há ainda a endometriose profunda, sua forma mais grave, com causas ainda não estabelecidas – que pode ter a ver com parte do sangue refluindo através das tubas uterinas durante a menstruação e se depositando em outros órgãos, ou com causas genéticas.
Diagnóstico
O primeiro passo para o diagnóstico é realizar o exame ginecológico clínico. Nele, a confirmação ocorre por exames laboratoriais e de imagem, sendo visualização das lesões por laparoscopia, ultrassom, ressonância magnética e um exame de sangue chamado marcador tumoral CA-125 (que se altera nos casos mais avançados da doença). Então, o diagnóstico de certeza ocorre após a realização de uma biópsia.
Tratamento
Para o tratamento da endometriose, mulheres mais jovens podem fazer uso de medicamentos que suspendem a menstruação. Em caso de lesões maiores da doença, em geral, é necessário realizar cirurgia – e há casos em que a mulher pode remover os ovários e o útero como alternativa de tratamento.
De qualquer forma, a regressão da endometriose acontece espontaneamente com a menopausa. Isso por causa da queda na produção dos hormônios femininos e fim das menstruações. Mas é importante não tratar a cólica menstrual como algo normal e procurar a ginecologista para quaisquer dúvidas.
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Imagem: peakSTOCK/iStock