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Programada para ser lançada na próxima segunda-feira (29), a missão Artemis 1, um voo de teste não tripulado que vai inaugurar o novo programa da NASA de exploração da Lua, vai levar a bordo da espaçonave Orion, entre outros experimentos, um pequeno satélite meteorológico para estudar as partículas e campos magnéticos provenientes da nossa estrela, conhecidos como vento solar.
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Denominado CubeSat para Estudo de Partículas Solares (CuSP, na sigla em inglês), o equipamento é um satélite de seis unidades (6U) projetado pelo Southwest Research Institute (SWRI), para examinar o disparo da radiação solar em direção à Terra.
Continuamente, o Sol ejeta partículas energizadas que bombardeiam o nosso planeta, mas, em alguns casos, poderosas explosões conhecidas como erupções solares acentuam o processo.
Um dos efeitos colaterais mais comuns de tais eventos é a produção de auroras, mas episódios mais intensos podem causar estragos em nossas comunicações de rádio, satélites e redes de energia. Até mesmo astronautas e tripulações de companhias aéreas ficam em risco de exposição à radiação solar.
Atualmente, é muito difícil prever como uma rajada de vento solar vai afetar a Terra ao atingi-la. Eric Christian, cientista-chefe do CuSP no Goddard Space Flight Center da NASA, sugere colocar cerca de 20 CubeSats em diferentes órbitas “para entender o ambiente espacial em três dimensões”.
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Segundo ele, o CuSP demonstrará uma maneira de baixo custo para criar tal rede de estações meteorológicas espaciais, contando com três instrumentos: o Espectrógrafo de Íons Supratermais (SIS), construído pelo SWRI; o Telescópio Miniaturizado de Prótons e Elétrons (MERiT), construído pelo Goddard; e o Magnetômetro de Hélio Vetorial (VHM), construído pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JPL).
O primeiro vai examinar as partículas de baixa energia. O segundo, por sua vez, as de alta energia. Já o terceiro será responsável por analisar a força e a direção dos campos magnéticos.
“O CuSP será capaz de observar eventos no espaço horas antes de chegar à Terra”, disse Mihir Desai, principal pesquisador no projeto no SWRI. “Tais observações interplanetárias nos dariam uma visão significativa do que impulsiona o clima espacial, ajudando os cientistas a melhorar suas simulações”.
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