Uma equipe de pesquisadores da Sociedade Geológica dos EUA (GSA) identificou possíveis pontos habitáveis abaixo da superfície de Marte que podem abrigar astronautas — grutas grandes o suficiente para dar aos futuros exploradores a proteção necessária contra o ambiente hostil do planeta.

Além de temperaturas que podem chegar a -65 graus Celsius na superfície, Marte conta com uma atmosfera incrivelmente fina, sem camada de ozônio, o que significa que a radiação solar é extrema. Isso sem mencionar o risco real de ser atingido por um meteorito maciço. Todos esses fatores fortalecem a ideia de que o melhor lugar para se viver por lá seria mesmo embaixo da terra.

Caverna em Marte detectada pelo satélite Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA. Imagem: NASA/JPL/Universidade do Arizona

Para detectar os pontos mais favoráveis, os cientistas procuraram aqueles que estivessem dentro de 95 km de um potencial local de pouso e abaixo de cerca de um quilômetro de elevação – dando às espaçonaves mais tempo para desacelerar à medida que passam pela atmosfera de Marte.

De acordo com o jornal The New York Times, esses critérios reduziram a lista inicial de mais de mil cavernas, listadas no Mars Global Cave Candidate Catalog, para 139 formações rochosas adequadas. Segundo a publicação, o catálogo foi elaborado com base em imagens coletadas por instrumentos a bordo da espaçonave Mars Odyssey e do Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), ambos da NASA

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Seis cavernas em Marte detectada pelo satélite Mars Odyssey, da NASA. Imagem: NASA/JPL-Caltech/ASU/USGS

Depois de desconsiderar características como estruturas em forma de ponte, que obviamente não eram cavernas, a equipe analisou os demais aspectos das cavidades, limitando o resultado final para nove locais. O maior deles tem uma abertura do tamanho de um campo de futebol inteiro, representando uma perspectiva tentadora para futuros viajantes espaciais.

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Por enquanto, os robôs da NASA que atualmente exploram o Planeta Vermelho infelizmente não estão nem perto de nenhum desses pontos, o que significa que não obteremos imagens próximas dessas “futuras residências humanas” por um bom tempo.

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