Vídeo mostra como é bater em um muro de concreto a 150 km/h

O teste foi conduzido em um percurso de um quilômetro; o plano inicial era atingir 200 km/h
Gabriel Sérvio
Gabriel Sérvio 21/11/2022 15:57, atualizada em 21/11/2022 20:52
Vídeo mostra como é bater em um muro de concreto a 150 km/h
Imagem: YouTube/Reprodução

O vídeo de uma BMW batendo contra uma parede de concreto em alta velocidade viralizou na semana passada, reunindo mais de 2,5 milhões de visualizações até aqui no YouTube. O modelo E39 Touring foi conduzido remotamente usando um headset de realidade virtual, reforçando que os avanços na tecnologia já permitem criar conteúdos impressionantes.

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Apesar de acidentes assim não serem tão comuns, a ideia era mostrar como um automóvel se comporta ao encontrar uma barreira sólida a 150 km/h.

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A equipa francesa do canal Vilebrequin foi a responsável pelo clipe. O teste foi conduzido em um percurso de um quilômetro e acelerando o carro ao máximo. O plano inicial era atingir 200 km/h, porém, o tamanho da pista impediu o feito.

Ainda assim, a prova foi três vezes mais rápida que os testes de colisão mais comuns, que na Europa são feitos a 50 km/h, segundo as normas do EuroNCAP. 

Vídeo mostra como é bater em um muro de concreto a 150 km/h
Imagem: YouTube/Reprodução

O que acontece com o corpo humano?

O grande problema das colisões em alta velocidade é a parada repentina, que não costuma acabar bem para o corpo humano em função do salto na força G (a aceleração que sentimos devido à força da gravidade). Mesmo que o veículo estivesse menos danificado com o impacto, o ocupante provavelmente não teria suportado a desaceleração de 150 km/h a 0 km/h (o mesmo também vale para a queda de um avião, por exemplo).

Outro exemplo de efeito colateral é o chamado “efeito chicote”. O movimento da cabeça dos passageiros é tão forte nesse tipo de situação que o cérebro literalmente bate contra o crânio com força, o que pode gerar lesões gravíssimas.

No fim, para ser justo, é importante ressaltar que o cenário retratado no vídeo é o pior possível. A própria velocidade não é permitida na maioria das rodovias (com exceção de alguns trechos da Autobahn, na Alemanha). Talvez um exemplo que ilustre bem o caso é quando um veículo é atingido repentinamente quando está parado no acostamento.

O impacto mostrado no vídeo abaixo chegou perto dos 64 G. Como comparação, o desmaio já é quase inevitável em cerca de 6G (seis vezes a força da gravidade).

Imagem principal: YouTube/Reprodução

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Gabriel Sérvio
Gabriel Sérvio

Gabriel Sérvio é formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário Geraldo Di Biase e faz parte da redação do Olhar Digital desde 2020.

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