Siga o Olhar Digital no Google Discover
Os buracos negros surgem a partir do colapso de estrelas supermassivas. A grande atração gravitacional gerada a partir de suas explosões faz com que elas se compactem de forma tão intensa que formam os buracos negros. Além disso, eles ainda podem colidir uns com os outros e formar objetos tão massivos, que são capazes de gerar ondas gravitacionais. Os cientistas já catalogaram 90 deles, mas um em específico, descoberto em 2019, chama bastante atenção.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 388,78
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 200,29
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 155,44
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
Os cientistas classificam as colisões em dois tipos. A primeira delas surge a partir de buracos negros formados simultaneamente do colapso de estrelas em um sistema binário que acabam se juntando. A segunda é quando dois desses objetos estão se movimentando pelo espaço e a força gravitacional deles se atraem quando passam perto um do outro. Essa segunda é chamada de encontro dinâmico, mas são mais excêntricos e com menos probabilidade de acontecerem.
Leia mais:
- Cientistas criam buraco negro em laboratório para provar teoria
- Buraco negro médio é visto devorando estrela em galáxia anã
- Astrônomos confirmam descoberta do buraco negro mais próximo à Terra
A colisão de buracos negros GW19052
As ondulações causadas no espaço-tempo elas colisões de buracos negros ajudam os astrônomos a identificarem suas massas, o formato da espiral em dos corpos celestes em direção um ao outro, seus giros e orientações. A partir disso eles perceberam que as ondas causadas pela fusão GW19052 eram sem precedentes. A amplitude e o comprimento de onda geradas por ele são mais curtas e acentuadas que as dos outros.

Os astrônomos da Universidade de Jena e da Universidade Turin que estudam o GW19052 acreditavam que tratava-se da colisão de dois buracos negros que estavam em um sistema binário. Entretanto, após as observações eles perceberam que na verdade estavam observando um encontro dinâmico e eles ainda não tinham giro. “Ao desenvolver modelos precisos usando uma combinação de métodos analíticos de última geração e simulações numéricas, descobrimos que uma fusão altamente excêntrica neste caso explica a observação melhor do que qualquer outra hipótese apresentada anteriormente” aponta Matteo Breschi , da Universidade de Jena
De acordo com modelos atuais, um buraco negro que possui mais de 65 massas solares, não pode ser formado a partir de uma única estrela, os de massa maior provavelmente foram formados por colisões. A partir das ondas no espaço-tempo eles calculam que os buracos negros que originaram o GW19052 tem em torno de 81 e 52 massas solares. Assim eles acreditam que um deles já era formado a partir de uma fusão. Apesar de ser necessário desenvolver os métodos analíticos, as fusões hierárquicas são mais prováveis de acontecer em conglomerados de objetos densos.
O GW 19052 é o primeiro encontro dinâmico analisado por astrônomos, mas provavelmente existem muitos outros. Em 2023 pesquisadores do Japão também se juntarão à equipe para poderem observar ainda mais a colisão.
Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!