A doação de sangue é muito importante, já que uma transfusão pode ser a diferença entre uma pessoa ser salva, ter sequelas irreversíveis ou até mesmo perder a vida após um acidente de trânsito, por exemplo. Mas, para isso, é necessário que os bancos de sangue estejam bem abastecidos, o que depende da ida de voluntários até os bancos para doação.

O Brasil tem um número considerado bom de doadores de sangue, que vem crescendo com o passar dos anos, mas ainda está muito longe do considerado ideal pelas autoridades de saúde. Muitas pessoas aptas a doar sangue, porém, não o fazem por dúvidas, desconhecimento ou até mesmo medo. Por isso, o Olhar Digital preparou esse guia, com as respostas às principais dúvidas sobre doação de sangue.

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Quem tem tatuagem pode doar sangue?

Um dos principais pontos de confusão em relação à doação de sangue são as tatuagens. Quem tem tatuagem ou piercing, desde que a joia não esteja na boca ou na genitália, pode doar sangue. No entanto, existe um período de espera após o procedimento. Para tatuagem, maquiagem definitiva e micropigmentação, o período de espera é de 12 meses.

De acordo com a Fundação Pró-Sangue, órgão ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, porém, caso o procedimento seja feito em local adequado e seguro, com assepsia correta e uso de material descartável, o prazo pode ser reduzido de 12 para seis meses. O mesmo vale para os piercings, mas caso não seja possível avaliar a antissepsia, o período é de 12 meses.

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Em relação aos piercing colocados na boca ou nos órgãos genitais, não se pode doar sangue enquanto eles estiverem no corpo, independente das condições de antissepsia do estúdio em que ele foi colocado. Após a retirada da jóia, é necessário aguardar 12 meses para poder fazer a coleta.

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Uma mulher pode doar sangue estando menstruada?

De acordo com o Ministério da Saúde, uma mulher pode doar sangue normalmente mesmo menstruada. Em caso de gravidez, porém, a doação é vedada. É necessário aguardar 90 dias em caso de parto normal e 180 dias em caso de cesariana, mas isso apenas se a mãe não estiver amamentando, quem amamenta não pode doar sangue se o parto ocorreu há menos de 12 meses.

Imagem mostrando uma mulher de gestação avançada, acariciando a barriga
(Gestantes e lactantes não podem doar sangue. Imagem: Gina/MotionArray)

Diabéticos não podem doar sangue, porque quem tem diabetes tem alterações importantes no sistema cardiovascular, o que pode provocar reações sérias durante ou logo após a coleta. Isso pode ocasionar graves prejuízos à saúde do paciente.

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E quem tem herpes?

Algumas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como Aids e Hepatite B são impedimentos definitivos para doar sangue. Outras, como a herpes oral ou genital, porém, são impedimentos temporários.

Quem tem herpes pode doar sangue logo após o desaparecimento total das lesões, independente do local. Já no caso da herpes zoster, é necessário esperar seis meses depois da cura total da doença.

No caso do HPV, a infecção ocorre por meio do contato da e das mucosas em uma relação sexual desprotegida, mas a transmissão não ocorre por meio do sangue. Por conta disso, pessoas com o vírus HPV podem doar sangue normalmente.

Covid-19 não é um impeditivo

Em relação à Covid-19, quem teve a doença pode doar sangue, porém, precisa aguardar 10 dias após a recuperação completa. Quem teve contato com uma pessoa infectada deve aguardar pelo menos sete dias após o último contato para doar. Em relação à vacina, é necessário aguardar 48 horas após a aplicação, no caso da CoronaVac, ou sete dias se o doador tomou outra das demais vacinas aplicadas no Brasil.

(Imagem de capa: Lumen Photos/Shutterstock)

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