A fundadora da Theranos, Elizabeth Holmes, irá se apresentar para prisão até 30 de maio. O Tribunal de Apelações dos Estados Unidos rejeitou suas apelações para ficar em liberdade, enquanto ela tentava anular sua condenação.

Relembre o caso

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  • Em novembro de 2022, Elizabeth Holmes foi condenada a mais de 11 anos de prisão por estar envolvida com um esquema de fraudes relativos a exames de sangue;
  • Sua condenação diz que a ex-executiva foi responsável por conspirar e manipular a tecnologia (alterando resultados de testes sanguíneos), finanças da empresa e as perspectivas de negócios da startup para enganar investidores.
  • Ela deveria ter começado a cumprir sua sentença em 27 de abril, mas houve um adiamento. O tribunal passou a analisar apelações feitas pelos advogados de Holmes;
  • Ramesh Balwani, ex-presidente da Theranos — e com quem Holmes já manteve um relacionamento — foi condenado a 13 anos de prisão, pois também estava envolvido no esquema de fraudes. Ele está preso desde o final de abril.
  • Holmes e Balwani foram condenados a pagar cerca de US$452 milhões em restituição às vítimas dos crimes cometidos.

A Theranos é uma empresa norte-americana fundada em 2003 de serviços tecnológicos focados na saúde e exames laboratoriais.

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Aos 19 anos, Holmes deixou a Universidade de Stanford para fundar a startup. Junto de Balwani, a empresa conseguiu levantar cerca de US$945 milhões em investimentos com a promessa de revolucionar a indústria de exames de sangue.

A startup divulgava que sua tecnologia era capaz de executar mais de 200 testes de saúde de forma rápida e econômica. No entanto, a investigação sobre a tecnologia usada pela Theranos mostrava que o dispositivo de testes de sangue era capaz de realizar apenas 12 tipos de testes, e seus resultados não eram confiáveis.

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A investigação também revelou que, ao invés de utilizar a tecnologia revolucionária que era prometida, a empresa usava dispositivos fabricados por empresas tradicionais de exames de sangue.

Com informações de Wall Street Journal (1 e 2) e CNN.

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