Membros do Comitê Judiciário do Senado dos EUA enviaram, na quarta-feira (28), pedido à Meta para dar explicações sobre seus esforços contra o compartilhamento de conteúdos de abuso infantil, bem como de qual maneira os algorítimos de recomendação da empresa conectam pedófilos.

A revelação veio do The Wall Street Journal, que, em 7 de junho, reportou que o Instagram ajuda a conectar uma rede de usuários abertamente a favor do conteúdo sexual infantil.

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Estamos seriamente preocupados que a falha do Instagram em impedir o uso perverso de seus algoritmos não seja por falta de habilidade, mas, sim, por falta de iniciativa e motivação.

Carta dos senadores à Meta
  • A carta enviada à Meta foi assinada por grupo bipartidário de dez senadores. Entre as perguntas dos edis, consta ainda inquisições sobre:
  • O porquê do Instagram não ter detectado a falha;
  • Quais passos a rede social dará para impedir que isso aconteça novamente;
  • Como o Instagram irá responder à exploração sexual infantil.

A rede da Meta precisa responder aos questionamentos até 12 de julho. Um porta-voz da empresa de Mark Zuckerberg não quis comentar sobre as inquisições, indicando a resposta dada à reportagem do Journal.

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Para o periódico, a empresa admitiu ter problemas para fiscalizar suas redes e afirmou ter criado comissão interna para tratar do assunto.

A exploração infantil é um crime horrível. Estamos sempre analisando formas de defender os usuários, de forma ativa, desse tipo de comportamento.

Meta, em resposta ao Journal

Sobre a comissão interna da Meta, os senadores estadunidenses querem entendê-la melhor, “incluindo áreas de conhecimento dos participantes, estrutura de supervisão, métricas de melhoria, planos de implantação e linhas do tempo”.

Os parlamentares frisaram ainda ser “alarmante” que a exploração sexual infantil online não estava ente as maiores prioridades da Meta, “em especial quando a plataforma, de forma direta, facilitou e reforçou esse mercado negro”.

O que a investigação do tabloide concluiu?

Segundo a investigação conduzida pelo TWSJ no início deste mês, ao lado de pesquisadores das universidades de Stanford e de Massachusetts Amherst, descobriu que, no Instagram, não haviam somente atividades ilícitas, mas, ainda, que seus algoritmos auxiliaram na conexão de pedófilos com vendedores de conteúdo ilegais via sistemas de recomendação que os vinculavam a partir de interesses em comum.

O Instagram permitiu que os usuários pesquisassem por hashtags explícitas, conectando-os a contas que se utilizavam dessas hashtags para vender materiais de abuso sexual infantil.

A coisa era tão fácil, que haviam contas oferecendo a venda do material ilícito colocando espécies de menus com os conteúdos, e algumas contas deixavam os compradores encomendar atos explícitos específicos.

Também no início deste mês, dois membros da Câmara dos Representantes dos EUA, um Democrata e uma Republicana, assinaram, em conjuntos, um documento sobre a mesma falha da rede social, no qual disseram estar “chocados ao ler os reportes doentios de conteúdos sobre abuso sexual infantil no Instagram”, e que estavam agendando conversas com Meta e Instagram para tratar do assunto.

Com informações de The Wall Street Journal

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