Essa semana ficou marcada como a mais quente já registrada. Foram quatro dias de recordes de temperatura seguidos. Na última quinta-feira (6), a temperatura subiu para 17,23°C, contra 17,18°C do dia anterior, segundo dados do Climate Reanalyzer, da Universidade do Maine, nos Estados Unidos, que monitora o clima no mundo.

Antes dessa semana alarmante para o clima, o recorde era de 2016, quando a temperatura média global chegou a 16,92°C em agosto daquele ano, número bem menor do que os vistos durante toda essa semana.

De acordo com a CNN, essas são as temperaturas mais altas em “pelo menos 100.000 anos”. Apesar de ainda faltarem algumas informações sobre esses dados, outros centro de monitoramento no mundo também consideram as temperaturas dessa semana como sendo as mais quentes já registradas.

Se persistirmos em atrasar as principais medidas necessárias, acredito que estaremos caminhando para uma situação catastrófica, como demonstram os dois últimos recordes de temperatura

António Guterres, secretário-geral da ONU

Crise no clima do mundo

A responsabilidade pelo aumento das temperaturas extremas não se limita aos últimos dias, mas sim à combinação de dois fatores:

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  • As mudanças climáticas causadas pela atividade humana;
  • O início do fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico, próximo à linha do Equador.
El Niño
Nasa capta imagem do El Niño – fenômeno meteorológico que eleva as temperaturas — Foto: Sentinel-6 Michael Freilich / Nasa

A média de temperatura global é influenciada pelo verão do hemisfério norte, que começou no final de junho e se estenderá até o final de agosto. Portanto, é provável que situações semelhantes ocorram até o fim desta estação.

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“O início do El Niño aumentará muito a probabilidade de quebra de recordes de temperatura e provocará calor mais extremo em muitas partes do mundo e no oceano”, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

Em 15 de junho, o serviço de observação europeu Copernicus alertou que o início do mês foi o mais quente já registrado, superando os recordes anteriores de forma significativa. Esse recorde foi precedido por um mês de maio em que a temperatura da superfície oceânica também alcançou níveis históricos.

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