A BYD quer ampliar sua presença no mercado global. Uma das estratégias é a construção de uma fábrica na Europa. A empresa já investiu no mercado brasileiro, com uma instalação em Camaçari, na Bahia, e viu uma popularização de seus modelos elétricos.

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BYD na Europa

  • A informação foi veiculada por um jornal alemão, o Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, citando fontes não identificadas próximas à BYD. A publicação traz que a decisão já foi tomada e que a fábrica será instalada na Hungria.
  • À Reuters, a montadora disse que está em busca do local certo e que deverá fazer um anúncio oficial até o final do ano.
  • O boato vem em meio a um crescente número de vendas da BYD, inclusive superando a Tesla nas vendas de modelos totalmente elétricos. A meta da empresa é vender 3 milhões de unidades até o final deste ano – e já registrou 2,37 milhões.
  • A montadora já está presente na região, tendo chegado por lá em 2021 através da Noruega. De acordo com o site Electrek, o modelo Atto 3 eventualmente se tornou o elétrico mais vendido da Suécia.
  • Além disso, a marca tem 15 concessionárias na Alemanha e quer ampliar o número para 50 a médio prazo, sem contar uma parceria local para fornecer 100 mil veículos até 2028.
Frente de carro da BYD com destaque para logomarca da fabricante
(Imagem: Trygve Finkelsen/Shutterstock)

Desafios

Tudo isso vem com a estratégia de ampliar a presença da BYD globalmente.

A suposta instalação da fábrica na Europa mostra que a montadora está pronta para isso, mas ainda deve enfrentar alguns desafios. O primeiro é a concorrência, considerando que, por lá, a empresa ainda não é tão popular quanto outras montadoras de veículos elétricos, como a Tesla.

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O segundo é que a União Europeia está conduzindo uma investigação de 13 meses sobre a recente presença de modelos elétricos baratos fabricados na China na região. Isso poderia resultar em sanções relacionadas à importação, por exemplo, ou outras restrições.

Mesmo assim, a BYD parece estar confiante. Além do boato da nova fábrica local, a vice-presidente executiva da empresa, Stella Li, disse à Bloomberg que, como uma empresa de capital aberto, não está preocupada com nenhum tipo de investigação em curso na Europa.