Nesta sexta-feira (1º), às 6h25 (pelo horário de Brasília), um foguete Soyuz-2-1a decolou da plataforma Pad 6/31, no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, lançando a nave de carga Progress MS-25 para a Estação Espacial Internacional (ISS). Este foi o último lançamento espacial da Rússia em 2023.

Entre os suprimentos que o cargueiro está levando para o laboratório orbital está propelente (500 kg), água para o sistema Rodnik (420 kg) e nitrogênio (40 kg). A espaçonave não tripulada também entregará 1.535 kg de equipamentos e ferramentas, configurações de experimentos, roupas e provisões para a tripulação. Ao todo, essa missão carrega cerca de 2.495 kg de material para a ISS.

Após uma decolagem vertical sob o impulso combinado dos quatro motores RD-107 no primeiro estágio e o único RD-108 do segundo estágio (núcleo), o foguete seguiu para o leste de Baikonur, combinando sua trilha terrestre para uma órbita inclinada de 51,67 graus em relação ao plano do equador.

O primeiro estágio se separou após cerca de dois minutos a uma altitude de 43 km, enquanto a carenagem com a carga útil se dividiu em duas partes a cerca de 90 km de altura, um pouco acima da atmosfera densa. 

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Com a separação do segundo estágio, a seção traseira do terceiro estágio se dividiu em três partes e caiu cerca de nove minutos após o lanamento, assegurando a queda controlada na mesma área no solo. 

Agora, a cápsula Progress MS segue com destino à ISS, para se acoplar de forma autônoma ao módulo Poisk na manhã de domingo (3).

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Sobre a cápsula de carga da Rússia

O módulo Progress é um “carreto” espacial para entrega de cargas à ISS. Seu design é em grande parte derivado da espaçonave Soyuz que serve para o transporte de astronautas para a ISS. A cápsula Progress tem 7,9 metros de comprimento e 2,7 metros de diâmetro e consiste em três partes: um módulo de carga pressurizado, um compartimento propulsor e um módulo de serviço traseiro (como a nave Soyuz).

Ao contrário das cápsulas de carga Dragon, da SpaceX, o cargueiro russo não foi projetado para trazer material de volta à Terra. Isso porque os três módulos no Progress não são capazes de se dividir antes da reentrada. Portanto, após a entrega da carga, a tripulação vai enchendo a nave apenas de lixo. No final de cada missão, o veículo se separa da ISS, realiza uma queima de desórbita e é totalmente incinerado ao reentrar na atmosfera da Terra.

As naves Progress têm grande importância para o laboratório orbital, além de servirem como cargueiro de suprimentos e experimentos científicos.

Isso porque, mesmo a mais de 400 km da superfície, ainda há atrito entre a ISS e a atmosfera da Terra, o que faz com que a velocidade e a altitude do laboratório em órbita sejam constantemente reduzidas. Por essa razão, são necessárias manobras periódicas para compensar essa “queda” e “reposicioná-la”, que são feitas usando os propulsores das espaçonaves Progress.