Um vídeo divulgado no Instagram e compartilhado por um usuário do Twitter mostra uma pessoa vandalizando a lataria do ônibus espacial russo 1.02 da série Buran, conhecido como Ptichka ou Burya.

“Ptichka” (Passarinho, em Russo) é frequentemente apontado como o nome do modelo 1.02, mas também seria um apelido informal para todos os ônibus espaciais russos. Há também quem diga que o 1.02, que nunca chegou a ser oficialmente batizado, seria chamado de Burya, que significa tempestade em russo.

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Essa é a mesma relíquia que está no centro de uma disputa de posse entre a Rússia e o cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

Nas imagens, é possível ver o vândalo sobre uma das asas pintando boa parte da lateral direita do veículo. A situação aconteceu em abril, e, segundo a agência de notícias RIA Novosti, o ônibus espacial já foi repintado.

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Imagens foram divulgadas agora propositalmente?

Isso joga mais lenha na fogueira da briga entre as autoridades russas, que querem repatriar, restaurar e expor o modelo em um museu, e o proprietário do espaçoporto cazaque, Dauren Musa, que garante ser o legítimo dono do protótipo.

Tudo leva a crer que a divulgação dessas imagens a essa altura do campeonato serve para mostrar que o ônibus espacial não está em segurança no local, e que o mais adequado seria sua devolução à Rússia. Mas, isso não passa de especulação.

O fato é que, realmente, a segurança do cosmódromo foi falha nessa situação, colocando em risco a integridade física de um importante símbolo da história do programa espacial russo.

Cosmódromo poderá devolver o ônibus espacial em troca de um crânio

Conforme o Olhar Digital noticiou na última terça-feira (5), Dauren Musa declarou que está disposto a negociar Burya com a Rússia.

No entanto, a moeda de troca seria o crânio do último Khan cazaque, Kenesary Kasymov, considerado herói no país por ter liderado uma rebelião contra as tentativas do Império Russo de colonizar a região na década de 1840.

Ocorre que ninguém tem a mínima ideia de onde pode estar o tal crânio. Existe a possibilidade de estar em São Petersburgo, mas as autoridades russas afirmam que realmente não sabem o que foi feito da cabeça de Kenesary Kasymov.

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