O último relatório do Ministério da Saúde informa que o país bateu, nesta semana, a assustadora marca de 345.235 casos prováveis de dengue em 2024.

Trata-se de um salto em relação ao mesmo período do ano passado, quando a pasta contabilizou 65 mil casos nas primeiras semanas do ano. Estamos falando de um crescimento de 500%!

O município do Rio de Janeiro já decretou emergência, assim como os estados do Acre, Goiás, Minas Gerais e o Distrito Federal.

A doença segue crescendo de forma descontrolada e vai deixando vítimas pelo caminho. De acordo com Ministério, o Brasil já registrou 36 mortes por dengue até agora, e outras 234 estão sob investigação.

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Como já informamos aqui no Olhar Digital, a campanha de vacinação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) começa agora em fevereiro. A quantidade de doses, no entanto, é limitada. Serão aplicados imunizantes apenas nas crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos de algumas cidades selecionadas.

Diante disso, cabe ao restante da população adotar outras medidas para se proteger.

O jornal Folha de S.Paulo ouviu alguns especialistas e eles defenderam o uso de repelentes.

A dica é do infectologista Evaldo Stanislau de Araújo, do Hospital das Clínicas de São Paulo, e da doutora Gislaine Ricci Leonardi, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp.

Uso diário

  • Segundo o doutor Evaldo, mesmo quem receber as doses da vacina Qdenga deve continuar usando o repelente.
  • Ele explica que o Aedes aegypti é vetor de outras doenças, como a zika e o chikungunya, para as quais ainda não temos vacina.
  • Ou seja, ao afastar o mosquito, o repelente ajudaria também a evitar outras enfermidades, além da dengue.
  • Outra dica dada pela professora Gislaine Leonardi é prestar atenção nos rótulos dos produtos.
  • De acordo com ela, cada repelente tem uma maneira específica de ser utilizada – e ela está definida no rótulo.
  • Se tem dúvidas, pergunte ao farmacêutico.
  • Os médicos destacaram que pessoas de todas as idades podem usar repelente, mas as crianças devem ter um cuidado extra.
  • Como elas costumam levar as mãos aos olhos e boca toda hora, o ideal é que os pais passem o gel ou o spray diretamente no corpo dos pequenos.
  • Os repelentes de tomada também são efetivos, desde que tenham registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Mais dicas contra a dengue

  • Os especialistas recomendam o uso de telas e mosquiteiros sempre que possível.
  • Os pernilongos não gostam de frio, portanto, se você tiver em casa, deixe o ar-condicionado ligado nos períodos mais críticos.
  • Voltando a falar no repelente, ele deve ser aplicado apenas nas áreas expostas do corpo.
  • Ou seja, proteja o seu corpo com peças de roupa e passe o produto nas áreas que ficaram descobertas.
  • De resto, valem as dicas de ouro tão repetidas para evitar os chamados criadouros do Aedes aegypti.
  • Mantenha a caixa d’água da sua residência bem fechada;
  • Não deixe a água acumular em vasos de plantas ou pneus velhos;
  • Limpe bem as calhas da sua casa;
  • Esvazie sempre garrafas, potes e vasos – tudo que possa deixar água parada;
  • Não acumule sucata ou entulho;
  • E cuidado com as piscinas sem manutenção e que são pouco utilizadas.

O Olhar Digital tem um vasto material sobre a dengue. As últimas informações sobre a vacina, a explicação dos critérios adotados para definir o público-alvo, um debate sobre o porquê desse aumento de casos em 2023 e 2024, além de mais dicas sobre como evitar a doença.

Você acessa tudo isso por aqui.