O ponto mais alto da Terra é o Monte Everest. Ele mede 8.849 metros, ocupando o posto de o local mais alto acima do nível do mar. Mas este não é o ponto mais distante do planeta em relação ao centro da Terra. Este título fica com o Monte Chimborazo, no Equador, a 37ª montanha mais alta dos Andes.

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Monte Chimborazo é a 37ª montanha mais alta dos Andes (Imagem: Giuseppe Flandoli/Shutterstock)

Força centrífuga é a explicação

Existe uma explicação científica para este fato. À medida que o planeta gira, a força centrífuga faz com que a Terra se projete no centro por cerca de 43 quilômetros. Isso faz com que os pontos que ficam perto da linha equatorial fiquem mais afastados do núcleo.

“A força centrífuga vai depender da velocidade da rotação, que é igual na Terra em todas as latitudes, e do raio. Como o raio diminui conforme aumentamos a latitude, seja para o Norte ou para o Sul, a força centrífuga vai ser maior no Equador do que nos polos. E essa diferença é o que faz com que a Terra seja ligeiramente achatada nos polos. A maior massa da Terra, portanto, está na região equatorial” — explica Marcelo Zurita, astrônomo e colunista do Olhar Digital.

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Em função disso, o pico do Monte Chimborazo, no Equador, se torna o ponto mais distante do nosso planeta em relação ao centro da Terra.

Isso também significa que esta montanha andina é o mais próximo que você pode chegar das estrelas sem sair do chão. As informações são do IFLScience.

Pico do Monte Everest visto de longe
Pico do Monte Everest (Imagem: Rawpixel)

Distância entre Chimborazo e Everest é de dois mil metros

  • Medições recentes realizadas com GPS confirmaram que o Chimborazo fica a 6.268 metros de altitude e a 6.384 quilômetros do centro da Terra, ou seja, cerca de 2 mil metros a mais do que o Everest (6.382 quilômetros distante do centro do nosso planeta).
  • O mais interessante é que a segunda posição também não é da famosa montanha.
  • Apenas 40 metros atrás do Chimborazo aparece o monte Huascarán, no Peru.
  • Estes números foram confirmados em 2016 por pesquisadores do Instituto Geográfico Militar do Equador e do Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento.