Petrobras descobre maior reserva de gás da Colômbia

A projeção é que o depósito abrigue cerca de seis trilhões de pés cúbicos de gás, o que pode aumentar em 200% as reservas atuais da Colômbia
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Imagem: reprodução/Petrobras

A descoberta de um enorme depósito de gás na Colômbia pode aumentar consideravelmente a capacidade produtiva do país. O anúncio foi feito pela Petrobras, que trabalha na perfuração do poço Sirius-2.

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Segundo a empresa brasileira, o local começou a ser perfurado em 19 de junho de 2024 e está localizado dentro da área do bloco marítimo GUA-OFF-0, a 77 quilômetros da cidade de Santa Marta, em lâmina d’água de 830 metros.

Enorme potencial exploratório

  • A projeção é que o depósito abrigue cerca de seis trilhões de pés cúbicos de gás.
  • Isso significa que a extração do recurso pode aumentar em 200% as reservas atuais da Colômbia.
  • A produção esperada é de cerca de 13 milhões de metros cúbicos ao dia durante um período de 10 anos.
  • A Petrobras projeta investir US$ 1,2 bilhão (mais de R$ 7 bilhões) para a fase exploratória e US$ 2,9 bilhões (quase R$ 17,5 bilhões) na fase de desenvolvimento da produção.
Petrobras trabalha na perfuração do poço Sirius-2 (Imagem: reprodução/Petrobras)

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Exploração de gás deve começar em 2027

Com a descoberta do grande potencial volumétrico de gás natural, agora serão iniciados os procedimentos socioambientais e de licenciamento necessários para transportar a substância para os centros de consumo.

A Petrobras informou que iniciará as atividades de aquisição de dados meta oceânicos. Essas informações, juntamente com dados ambientais sobre o fundo do mar, batimetria, informações geotécnicas e geofísicas, são essenciais para a instalação de um gasoduto no local.

Petrobras agora vai iniciar os trabalhos de licenciamento para o início das operações no local (Imagem: Donatas Dabravolskas/Shutterstock) – Imagem: Donatas Dabravolskas / Shutterstock

Esta é a estrutura que será responsável pelo transporte de gás natural do campo para a unidade de tratamento de gás em terra, bem como para a instalação de sistemas de produção no fundo do mar.

A expectativa é começar a produção em três anos após recebimento de todas as licenças ambientais. Em outras palavras, em caso de confirmação da viabilidade comercial da descoberta, as operações de extração do recurso estão previstas para 2027. 

Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Lucas Soares
Lucas Soares

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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