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Cientistas descobrem 'cura' para o câncer cervical

Sofia Aureli, editado por Cesar Schaeffer 10/10/2019 09h59
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Câncer cervical é a quarta maior causa de morte por câncer no Brasil

Cientistas australianos acreditam ter descoberto a cura para o câncer cervical graças a um grande avanço na tecnologia de edição de genes, que está sendo testada em camundongos. A revelação veio de um estudo feito por pesquisadores da Griffith University de Queensland, que por meio da CRISPR-Cas9, uma técnica de edição genética, direcionaram nano partículas e removeram os tumores dos ratos.


Segundo a revista cientifica Analytical and Bioanalytical Chemistry (ABC), os roedores em tratamento tiveram uma taxa de sobrevivência de 100%, aumentando as esperanças para mulheres que lutam contra este tipo de câncer.

De acordo com cientistas, as células cancerígenas param de crescer após a CRISPR-Cas9 ser injetada na corrente sanguínea do paciente. Uma vez dentro do organismo, a tecnologia reconhece o gene causador de câncer e o corta na metade, tornando-o irreconhecível pelas células reparadoras. Devido a não identificação, as células cancerígenas não conseguem ser reconstruídas e, em seu lugar, ocorre o crescimento de componentes saudáveis.

Esta tecnologia pode ser entendida como um ‘corretor ortográfico’. De acordo com o Professor Nigel McMillan “isto é como adicionar algumas letras extras em uma palavra para que o corretor ortográfico não a reconheça mais. Sem este gene o câncer não se reproduz e assim, uma vez editado, morre”, afirmou.

O estudo foi publicado na revista Molecular Therapy e os pesquisadores do projeto estão animados com a perspectiva, uma vez que não encontraram inflamações, marcadores ou danos nos camundongos testados. Em suas palavras, eles estavam “perfeitamente bem”. McMillan afirmou que apesar de existir um longo caminho pela frente, solicitou uma concessão para iniciar os testes em humanos dentro de cinco anos.

Este tipo de câncer ocorre nas células do cérvix, a parte inferior do útero, causado pela infecção recorrente de alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV). De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), ele é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina e a quarta causa de morte por câncer no Brasil.

Via: NZ Herald e Instituto Nacional de Câncer

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