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Juiz autoriza dar prosseguimento à ação coletiva de privacidade contra Facebook

Clara Guimarães, editado por Liliane Nakagawa 10/09/2019 10h09
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Usuários pedem por indenização pelo vazamento de dados pessoais para terceiros no Facebook, como no caso do Cambridge Analytica

Um juiz dos Estados Unidos declarou nesta segunda-feira (9) que o Facebook irá enfrentar a maior parte de um processo coletivo em busca de indenização por vazamento de dados dos usuários para terceiros, como Cambridge Analytica.


Segundo Vince Chhabria, juiz em São Francisco, os usuários podem acusar o Facebook sob apoio de inúmeras leis federais e estaduais, visto que a rede social permite que aplicativos e parceiros coletem seus dados sem consentimento "generalizado".

O Facebook havia tentado argumentar o caso, alegando que os usuários não sofriam danos "tangíveis" e que não possuíam interesse legítimo em privacidade nas informações que compartilhavam com os amigos nas mídias sociais. Porém, Chhabria acabou rejeitando tais argumentos.

"A moção do Facebook de demitir está repleta de suposições sobre o grau em que os usuários de mídia social podem razoavelmente esperar que suas informações e comunicações pessoais permaneçam privadas. A visão do Facebook é muito errada", escreveu Chhabria. 

O porta-voz do Facebook disse que as alegações dos usuários não possuem base legal e que considera a privacidade das pessoas extremamente importante.

O litígio abrange usuários do Facebook nos Estados Unidos e no Reino Unido cujas informações foram compartilhadas com terceiros sem o seu consentimento desde 2007.

A rede social pagou a maior multa já vista pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC), por causa do escândalo com Cambridge Analytica: um total de US$ 5 bilhões. Esta, no entanto, não é a unica acusação de violação de privacidade que o Facebook enfrenta.

Cambridge Analytica

Um dos maiores escândalos do ano de 2018 no mundo da tecnologia foi o da Cambridge Analytica. Uma empresa de consultoria política britânica que teve acesso a dados de 87 milhões de usuários do Facebook indevidamente, sem que muitos deles soubessem e sem que a própria rede social tivesse lhes dados permissão. As informações privilegiadas foram utilizadas para direcionar anúncios no próprio Facebook.

Com 414 páginas, os usuários disseram que o Facebook os enganou ao pensar que poderiam manter o controle sobre os dados pessoais, quando, na verdade, permitiu a milhares de empresas "preferidas" os acessarem para direcionamento de anúncios. 

Via: Reuters

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