Intel

Tóquio 2020: Intel mostrará novas tecnologias durante a Olimpíada

Clara Guimarães, editado por Roseli Andrion 18/09/2019 20h45
Compartilhe com seus seguidores
A A A

A empresa vai rastrear atletas em 3D, usará realidade virtual em treinamentos e transmissões ao vivo, participará de sistemas de rede e de reconhecimento facial, e ainda terá um campeonato de e-Sports

* Com reportagem de Roseli Andrion


Intel anunciou na quarta-feira (11) que suas tecnologias serão usadas na Olimpíada de Tóquio 2020. Entre as novidades estão o rastreamento de atletas em 3D com inteligência artificial e o treinamento da equipe que atuará nos Jogos com realidade virtual, além de melhorias na transmissão de competições.

A marca esteve presente, em 2018, nos Jogos de Inverno de PyeongChang. "Eles marcaram nossa primeira colaboração com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e queremos estender e aprofundar ainda mais essa parceria ao longo dos próximos anos", diz Rick Echevarria, diretor geral do Programa Olímpico da Intel.

Isso deu à companhia expertise para participar de Tóquio 2020. Segundo Echevarria, o objetivo é melhorar as experiências dos atletas, do público e de toda a equipe local, além de, claro, mostrar como a tecnologia pode transformar os negócios. Veja, a seguir, algumas das novidades.

Inteligência artificial

O 3D Athlete Tracking (3DAT) usa inteligência artificial para melhorar a experiência dos espectadores. Para isso, quatro câmeras móveis capturam a forma e o movimento dos atletas. Os dados são enviados a algoritmos que analisam a biomecânica dessas atividades. O resultado pode ser apresentado durante as competições (em forma de visualizações sobrepostas) e nos replays dos eventos (para oferecer insights realistas).

Soluções de inteligência artificial foram usadas, ainda, para compor a música oficial de Tóquio 2020 (#2020beat). Uma seleção com mais de mil amostras de som serviu como base: seus fragmentos (dos temas esporte, cultura japonesa, dia a dia e natureza) foram combinados para produzir cinco ritmos diferentes. A batida tem um chamado e uma resposta: a ideia é que o público ouça o chamado e siga a resposta com palmas.

Realidade virtual

Intel pretende usar realidade virtual no treinamento da equipe de forma a oferecer uma prática imersiva com experiências mais realistas e feedbacks mais precisos. Para isso, serão usados gêmeos digitais — réplicas computadorizadas de locais e objetos com os quais se vai interagir. Assim, as ações de treinamento, planejamento e simulação vão ficar mais fáceis. Entre as vantagens estão a diminuição de custos e o aumento da eficiência do treinamento. 

Além disso, a marca pretende oferecer experiências com essa tecnologia de outras formas durante a Olimpíada. A realidade virtual será usada na produção de conteúdo especial de diferentes esportes (como atletismo, ginástica, boxe e vôlei de praia) e o material será transmitido pelas emissoras oficiais dos Jogos Olímpicos. Durante a Olimpíada de Inverno de PyeongChang a empresa fez a primeira experiência do tipo: ofereceu transmissão de realidade virtual ao vivo de Jogos Olímpicos.

e-Sports

Se depender da Intel, os esportes eletrônicos devem brilhar poucos dias antes de Tóquio 2020 — entre 22 e 24 de julho (os Jogos Olímpicos começam em 24 de julho). A marca criou o Intel World Open (um campeonato de e-Sports) para dar sequência ao Intel Extreme Masters, ocorrido em PyeongChang às vésperas da Olimpíada de Inverno, em 2018. 

Os games escolhidos para a competição são "Street Fighter V", da Capcom, e "Rocket League", da Psyonix (que será lançado no início de 2020). Qualquer jogador pode participar das seletivas para integrar a equipe de seu país. Em junho de 2020, haverá uma qualificatória em Katowice, na Polônia. A final será em Tóquio.

Outras tecnologias

Um dos grandes destaques dos Jogos Olímpicos do Japão vai ser o uso do NeoFace. A tecnologia de reconhecimento facial da NEC vai ser usada para identificar mais de 300 mil atletas, funcionários, voluntários e jornalistas. A Intel participa do processo, já que vai equipar o maquinário com processadores Core i5. Entre as vantagens do sistema estão a prevenção de riscos de fraude de identidade e a redução do tempo de espera para verificação de documentos.

Nas conexões, Tóquio 2020 deve usar as novatas redes 5G para oferecer novas soluções de mobilidade, experiências de visualização mais imersivas e serviços avançados de transmissão. A tecnologia de rede é da Cisco, mas os processadores usados são os Intel Xeon. Segundo a companhia, eles aumentam a segurança, a confiabilidade e a flexibilidade — o que é essencial nas redes de missão crítica dos Jogos Olímpicos, que vão conectar 42 locais de competição (entre eles, o Estádio Olímpico) e localidades como a Vila Olímpica, a sede do comitê organizador, as bases de transmissão e os hotéis.

Novas oportunidades

A Intel parece querer aproveitar a Olimpíada para impulsionar seus negócios em áreas que vão além dos processadores. A empresa enfrenta queda nas vendas de chips de computadores pessoais e, há alguns meses, desistiu de desenvolver um modem 5G — a divisão inteira, inclusive, foi vendida para a Apple

Os Jogos Olímpicos são uma boa oportunidade para a marca demonstrar sua presença em outros segmentos tecnológicos. "Esta é realmente uma boa oportunidade para mostrarmos as tecnologias de microprocessadores que desenvolvemos há muitos anos, mas também muito do nosso trabalho em software, em algoritmos e em experiência de aprimoramento de transmissão", diz Echevarria.


Intel Esportes olimpiadas chips Jogos Olímpicos reconhecimento facial Tóquio rastreamento Tóquio2020
Compartilhe com seus seguidores
Compras na Internet? Para aproveitar as melhores ofertas, baixe a nova extensão do Olhar Digital. Além da garantia do melhor preço, você ainda ganha descontos em várias lojas. Clique aqui para instalar.

Recomendados pra você