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Recentemente, uma variante da Covid-19 foi detectada e começou a se espalhar pelo Reino Unido. Por conta desse fato, Ugur Sahin, CEO da BioNTech, empresa alemã que desenvolveu uma vacina contra a Covid-19 em parceria com a Pfizer, disse que será mais difícil atingir a chamada imunidade de rebanho.


Autoridades britânicas afirmam que a variante é mais contagiosa que a já existente. Isso significa que, nesse caso, segundo Sahin, um número maior de indivíduos deverá ser imunizado para impedir sua propagação.

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A chamada imunidade de rebanho acontece quando uma parte suficiente da população de um local recebeu um imunizante ou foi infectada e já desenvolveu anticorpos, encerrando efetivamente a propagação de uma doença.


O limite para considerar que a imunidade de rebanho foi alcançada varia. Estima-se que, no caso do coronavírus, o percentual está entre 60% e 70% de uma população.


Caso essa variante da covid-19 seja de fato mais contagiosa, a quantidade de pessoas que deve receber a vacina deverá ser maior. O que, consequentemente, exigirá que os governos comprem mais imunizantes para impedir o contágio.


“Se o vírus se tornar mais eficiente para infectar as pessoas, podemos precisar de uma taxa de vacinação ainda maior para garantir que a vida normal possa continuar sem interrupção”, comenta Sahin.

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Mas além disso, o especialista afirma que, mesmo com 70% da população imunizada, novas ondas de contágio podem acontecer entre os que ainda não foram imunizados. No entanto, segundo ele, mesmo que isso ocorra, a gravidade da propagação seria reduzida, mas existente.

Esperança de imunização

Confirmação sobre a eficácia da vacina contra a variante deve ser divulgada após testes feitos pela Pfizer. Foto: REDPIXEL.PL/Shutterstock


Apesar disso, a vacina da Pfizer e BioNTech, que já foi administrada em mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, tem grande possibilidade de ser eficaz contra a variante do coronavírus, disse Sahin.


No entanto, essa confirmação pode demorar cerca de duas semanas, já que testes adicionais são necessários. “Temos confiança científica de que a vacina pode proteger, mas saberemos disso apenas quando os testes forem concluídos”, afirma.

Via: Wall Street Journal