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Por conta das mudanças climáticas, os verões estão ficando mais longos no hemisfério Norte e esse cenário pode se agravar ainda mais. O “novo normal” para 2100 será a estação mais quente do ano com duração de nada menos que seis meses, de acordo com um estudo da Academia Chinesa de Ciências.

Para efeito de comparação, na década de 1950 as quatro estações tinham um padrão uniforme e até mesmo previsível. Outono, inverno, primavera e verão duravam cerca de três meses no hemisfério Norte e o clima de cada estação era bastante marcado.

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Mas uma das principais mudanças causadas pela crise climática é uma espécie de irregularidade de temperatura, ou seja, os verões se tornam mais longos, os invernos mais quentes e não há uma diferença clara entre a primavera e outono.

Além disso, os eventos extremos, acabam ficando comuns, destaca Yuping Guan, oceanógrafo físico da Academia Chinesa de Ciências. “Frequentemente, eu leio alguns relatórios meteorológicos fora de época, por exemplo, falsa primavera ou neve de maio e assim por diante”. 

Verão cresceu 17 dias em cerca de 60 anos

Invernos podem ficar até dois meses mais curtos até 2100. Crédito: Shutterstock

Para traçar uma estimativa confiável a equipe de Guan usou dados históricos do clima entre 1952 e 2011. A partir dessas informações, eles descobriram que os verões cresceram 17 dias, partindo de 78 para 95 dias, enquanto os invernos encolheram de 73 para 76 dias.

Estações mais longas do ano, primavera e outono também ficaram mais curtos, partindo de 124 para 115 dias e 87 para 82 dias, respectivamente. Por conta disso, a primavera e o verão passaram a começar mais cedo, enquanto outono e inverno estão começando mais tarde.

De acordo com os pesquisadores, se esse cenário continuar e nada for feito para reduzir os efeitos das mudanças climáticas, os invernos de 2100 durarão dois meses, enquanto os verões ocuparão metade do ano, com primaveras e outonos ainda menores.

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Efeitos práticos

Verões mais longos podem prejudicar a agricultura. Crédito: Nestlé

“Numerosos estudos já mostraram que a mudança das estações causa riscos ambientais e de saúde significativos”, disse Guan. Uma mudança importante é na agricultura, com tempestades de neve que podem danificar as plantas e as flores, tornando as estações de cultivo mais longas.

Com isso, os humanos passarão a respirar um maior volume de pólen causador de alergias e terão maior contato com mosquitos que podem ser vetores de doenças, como o nosso velho conhecido, o Aedes aegipty.

Via: Phys.org

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