Depois de um aumento no interesse de clientes, o Citigroup está estudando a possibilidade de fornecer serviços de criptomoedas.

Em entrevista ao Financial Times, Itay Tuchman, diretor global de câmbio do banco, afirmou que, apesar dos desafios que o universo da criptolândia pode oferecer, o grupo está cuidadosamente avaliando as possibilidades.

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Em março, o Citi liberou um relatório no qual apontava que apesar dos riscos “que impedem o progresso do bitcoin”, a criptomoeda se tornar a “preferida para o comércio [em escala] global”.

Criptomoedas
O Citigroup estuda a possibilidade de oferecer serviços relacionados às criptomoedas para clientes. Crédito: Alpha Footage/Shutterstock

“Da nossa perspectiva, existem diferentes opções e estamos considerando onde podemos melhor atender clientes. Esse não será um esforço de prop-trading”, disse ele à publicação.

No mercado financeiro, prop-trading é a forma encurtada de “proprietary trading”, que é o nome dado à negociação de ativos ou outros instrumentos quando são utilizados recursos da própria instituição.

Ainda com relação aos serviços que poderão ser oferecidos dentro do escopo das criptomoedas, Tuchman não garante que eles, de fato, existirão em um futuro, mas disse que negociação, custódia e financiamento estão sendo considerados.

“Não pretendemos fazer nada que não seja seguro. Entraremos em ação quando estivermos confiantes de que podemos construir algo que beneficie os clientes e que reguladores possam apoiar”, concluiu o executivo.

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Interesse crescente

Muitas empresas nos últimos meses estão considerando operações e possibilidades que englobam as diferentes criptomoedas disponíveis no mercado.

O eBay, por exemplo, anunciou que também estava estudando formas de aceitar esses ativos digitais como pagamento na plataforma. Assim como a Mastercard, que passou a oferecer um cartão de crédito que tem as moedas digitais como cashback.

O presidente do Banco Central no Brasil (BC), Roberto Campos Neto, também chegou a incentivar que bancos conversassem mais sobre as possibilidades que as moedas poderiam representar à economia global.

Via: Financial Times.