Siga o Olhar Digital no Google Discover
O aumento de dióxido de carbono na atmosfera terrestre piora um problema já existente: o lixo espacial. O aumento nas emissões reduz a densidade da alta atmosfera e faz com que os destroços permaneçam em órbita.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 388,78
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 200,29
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 155,44
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
O que acontece naturalmente é que a atmosfera da Terra puxa destroços em órbita para baixo e os incinera. O problema tem sido bastante negligenciado, de acordo com um estudo apresentado em abril na Conferência Europeia de Destroços Espaciais.
Leia mais:
- Teste de detonação hipersônica aproxima viagens aéreas e espaciais ultrarrápidas
- Starship SN15 retorna à plataforma de lançamento na base da SpaceX
- Estação Espacial pode ser vista do Brasil
Se o problema persistir, futuras gerações vão passar sufoco, pois o acesso ao espaço será mais difícil, ou até impossível. De acordo com o jornal The New York Times (NYT), mais de 2,5 mil objetos com mais de 10 centímetros orbitam a Terra a uma altitude inferior a 400 quilômetros. No pior dos cenários, a quantidade de lixo espacial em órbita pode aumentar 50 vezes até o ano 2100.
“O número nos surpreendeu. Há um motivo genuíno para alarme”, disse Hugh Lewis, especialista em destroços espaciais da Universidade de Southampton, na Inglaterra, e coautor do estudo, que está em revisão, em entrevista ao NYT.

Objetos abaixo de 480 quilômetros de altitude caem naturalmente na baixa atmosfera mais espessa e queimam em menos de 10 anos. Na mesma região, as moléculas de dióxido de carbono podem liberar radiação infravermelha após absorvê-la do Sol, capturada pela atmosfera como calor. Só que, quando a atmosfera é mais rarefeita, acontece o oposto.
“Não há nada para recapturar essa energia. Então, ela se perde no espaço”, explicou Matthew Brown, também da Universidade de Southampton e autor principal do estudo. Segundo o pesquisador e sua equipe, a atmosfera até 400 quilômetros perdeu 21% de densidade por causa do aumento dos níveis de dióxido de carbono. O percentual pode chegar a 80% até 2.100 se os níveis forem duplicados.
Até no cenário menos ruim, com níveis de dióxido de carbono estabilizados ou até revertidos, a quantidade de lixo espacial deve dobrar. A probabilidade calculada por Matthew Brown é de um aumento de 10 a 20 vezes.
Os efeitos de uma alta atmosfera menos densa ainda não são totalmente compreendidos e os especialistas querem realizar mais pesquisas para entender quão grande é o problema, ou quão pior pode ficar.
Via: Futurism / New York Times
Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!