O lançamento da nave de carga chinesa Tianzhou-2 foi concluído neste domingo (30). De acordo com a a Agência Espacial de Missões Tripuladas (AEMT), o veículo não tripulado levou combustível e outras provisões para a estação espacial Tiangong, que segue em construção.

O foguete foi lançado no último sábado (31), com o objetivo de se acoplar ao Tianhe, o módulo principal de 22 toneladas da futura estação, que foi lançado em órbita baixa da Terra no último dia 28 de abril. Os equipamentos entregues pela nave permitirão a chegada de astronautas.

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Tianzhou-2 antes do lançamento Imagem: AEMT

Esse inclusive é o próximo plano para o Tianhe. Em breve, a missão Shenzhou-12 deve levar três pessoas para a estação espacial chinesa, marcando uma espécie de pré-inauguração.

O objetivo é concluir as obras da estação até 2022, para isso vão ser necessários 11 lançamentos. Após a conclusão a Tiangong terá vida útil de 10 anos, que pode ainda ser estendida.

Estação espacial da China

O projeto de uma estação espacial chinesa já existe há cerca de 30 anos e o país já montou outras estruturas semelhantes. Em 2011, por exemplo, a AEMT colocou em órbita o Tiangong-1, um laboratório espacial que recebeu algumas tripulações de astronautas até 2013.

A Tiangong atual será bem menor que a Estação Espacial Internacional (ISS), com um quarto de sua massa. “Não temos a intenção de competir com a ISS em termos de escala”, disse Gu Yidong, cientista-chefe do programa espacial chinês. O objetivo da estrutura do gigante asiático é suprir as necessidades científicas do país.

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O lançamento do Tianhe enfrentou críticas após o estágio inicial do foguete que transportou o módulo cair na terra de forma descontrolada. As peças atingiram o oceano Índico no dia 8 de maio, 10 dias após entrarem em órbita.

O mesmo não deve ocorrer com a Tianzhou-2, já que o primeiro estágio do foguete não chega a atingir a órbita e vai descer de forma direta para uma zona de descarte pré-selecionada no oceano.

No início do mês, a China conseguiu colocar a sonda Tianwen-1 e um rover em Marte, se tornando o terceiro país, após os Estados Unidos e a Rússia, a conseguir atingir o solo do planeta vermelho.

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