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A China lançou com sucesso na madrugada desta quinta-feira (29) o Tianhe-1, primeiro módulo de sua futura estação espacial. Um foguete Longa Marcha 5B decolou do centro espacial de Wenchang, na ilha de Hainan, para colocar em órbita o “núcleo” da estação, que tem 16,6 metros de comprimento e 4,2 metros de diâmetro.

Serão necessárias 11 missões para concluir a construção da estação até 2022, incluindo quatro missões tripuladas, quatro missões de carga e o lançamento de três módulos. Quando completada a estação, batizada de Tiangong, terá vida útil de 10 anos, que poderá ser estendida a até 15 anos com upgrades futuros.

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A primeira missão tripulada acontecerá em junho deste ano, enviando três “taikonautas” (o termo chinês para seus astronautas) que ficarão a bordo por três meses, durante os quais serão realizadas tarefas de manutenção e teste dos sistemas de suporte de vida.

Além de Tianhe-1, a estação receberá outros dois módulos, que quando conectados lhe darão a forma de um T: são eles o Wentian (busca pelos céus) e Mengtian (sonhando com os céus). Wentian e Tianhe tem braços robóticos para manipulação de componentes externos, e Mengtian tem uma câmara de descompressão para acesso ao exterior da estação.

Ilustração da Tiangong, destacando cada um dos módulos que a compõem. Imagem: Saggitarius A / Wikimedia Commons (CC-BY-SA 4.0)

A Tiangong será bem menor que a Estação Espacial Internacional (ISS), com um quarto de sua massa. “Não temos a intenção de competir com a ISS em termos de escala”, disse Gu Yidong, cientista-chefe do programa espacial chinês. O objetivo da estrutura do gigante asiático é suprir as necessidades científicas do país.

A estação terá espaço reservado para experimentos internacionais em microgravidade. Seis projetos já foram aprovados, incluindo um estudo sobre os efeitos da microgravidade em tumores cancerígenos, que será conduzido por pesquisadores da Noruega, Holanda, Bélgica e França.

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Esta será a terceira estação espacial chinesa. A Tiangong-1 foi lançada em setembro de 2011 e ocupada por duas tripulações de três taikonautas cada nas missões Shenzou 9 (junho de 2012) e Shenzou 10 (junho de 2013). A estação reentrou nossa atmosfera em abril de 2018. A maioria de seus componentes queimou na rentrada, e o restante caiu no Oceano Pacífico.

Já a Tiangong-2 foi lançada em setembro de 2016 e projetada para sustentar dois taikonautas numa missão de até 30 dias, o que aconteceu durante a missão Shenzou 11. A estação foi deorbitada em julho de 2019, e queimou na reentrada sobre o Oceano Pacífico.

Fonte: CNN