Segundo o portal Organdonor, 17 pessoas morrem por dia nos Estados Unidos à espera de um transplante. Para mudar este cenário no futuro, a Nasa anunciou o ‘Vascular Tissue Challenge’ (Desafio de Tecido Vascular, em tradução livre), uma competição que pretende acelerar a pesquisa sobre a produção de órgãos artificiais.

O desafio, que consagrou dois vencedores, exigia que os pesquisadores criassem tecidos de órgãos humanos que pudessem “sobreviver” por pelo menos trinta dias.

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As vencedoras, a equipe Winston e WFIRM (do instituto ‘Wake Forest Institute for Regenerative Medicine’), usaram técnicas de impressão 3D para produzir tecido hepático em laboratório. A boa notícia é que a novidade foi capaz de satisfazer todos os requisitos previstos pela Nasa.

Anthony Atala, líder da WFIRM, relatou que o desafio representa um marco para a bioengenharia. Atala ainda ressalta que o fígado, o maior órgão interno do corpo, é um dos tecidos mais complexos de se replicar devido ao elevado número de funções que desempenha.

Tecido hepático criado em laboratório para o desafio da Nasa. Imagem: WFIRM/Reprodução

Agora, as equipes vencedoras devem superar outro obstáculo: fazer com que os tecidos orgânicos mantenham sua função por mais tempo.

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Com um prêmio de US$ 300 mil (R$ 1,5 milhão), a Winston, equipe que ficou em primeiro lugar no desafio da Nasa, terá a oportunidade de enviar sua pesquisa para a Estação Espacial Internacional, onde estudos similares já ocorreram.

Impressão de tecidos orgânicos no espaço

Em 2019, a astronauta Christina Koch também criou uma empresa de pesquisa aeroespacial voltada para a impressão de tecidos orgânicos em microgravidade.

Esse projeto, que também prevê o uso de tecidos e órgãos artificiais para tratar doenças e defeitos congênitos, têm objetivos semelhantes aos do estudo da Nasa. Contudo, em vez de tecido hepático impresso em 3D, seu objetivo é criar tecido cardíaco transplantável nos próximos 10 anos.

No fim, embora ainda seja difícil estimar um prazo para que os astronautas possam começar a implantar e produzir tecidos artificiais, a rápida evolução da bioimpressão em 3D começa a abrir essas possibilidades.

Fonte: MIT

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