A Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos) está buscando um jeito de enviar seus cosmonautas à Tiangong, a estação espacial da China, lançando foguetes de locais na Rússia ou na Guiana Francesa.

Os planos foram anunciados durante uma coletiva de imprensa durante a Conferência de Exploração Espacial Global (Glex), ocorrida na semana passada em São Petersburgo, na Rússia.

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Durante a conversa com jornalistas, Dmitry Rogozin, diretor-geral da Roscosmos, contou que a Rússia está discutindo com a China sobre a realização de viagens tripuladas à Tiangong.

“Estamos planejando enviar nossos astronautas à estação chinesa”, disse Rogozin, em resposta a uma pergunta sobre o possível lançamento de carga ou tripulação à estação espacial chinesa.

Rússia pensa em usar a antiga plataforma de lançamento da Soyuz para enviar tripulações à Tiangong. Crédito: Arquivo

“A estação chinesa tem uma inclinação diferente, não a mesma que a ISS (a Estação Espacial Internacional) tem. É acessível a partir do Cosmódromo Vostochny e também acessível a partir do local de lançamento de Kourou”, prosseguiu ele. Operada pela Agência Espacial Europeia (ESA), a base de Kourou fica na Guiana Francesa, na América do Sul.

“Exploramos a viabilidade de atualizar a plataforma de lançamento da Soyuz no Cosmódromo de Kourou para possibilitar o lançamento de missões tripuladas à estação orbital chinesa”.

Primeira tripulação

A China enviou sua primeira tripulação para a Tiangong no último dia 16 de junho. Os taikonautas foram lançados para o módulo central do posto avançado em um foguete Longa Marcha 2F a partir de Jiuquan, no Deserto de Gobi. Os tripulantes da missão, que foi batizada de Shenzhou-12 e terá duração de três meses, são Nie Haisheng, Liu Boming e Tang Hongbo.

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Espera-se que a estação espacial chinesa seja concluída até 2022 e tenha tripulação permanente por pelo menos 10 anos. A partir de 2024, ela poderá se tornar a única estação espacial ativa na órbita baixa da Terra, já que ainda não se sabe ao certo qual será o futuro da ISS depois do fim do governo de Joe Biden. Além disso, a Rússia, que está envolvida na ISS, está considerando desistir da parceria a partir de 2024.

Com informações do Space.com

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