Apesar de o próximo voo da cápsula Starliner da Boeing não levar astronautas, ele transportará uma “passageira” em uma viagem de ida e volta para a Estação Espacial Internacional (ISS).

Trata-se do manequim Rosie, chamada carinhosamente pelos criadores de “Rosie, the Rocketeer”. Rocketeer é um termo em inglês que nomeia uma espécie de “engenheiro” ou “cientista”, cujo foco principal de atuação seria o design, a operação ou o lançamento de foguetes.

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O manequim servirá como um dispositivo de teste antropomórfico, mais coloquialmente conhecido como boneco de testes. “Rosie, a Rocketeer, está preparada para o próximo lançamento do Starliner!” garantiu o Programa de Tripulação Comercial da Nasa, em seu perfil oficial no Twitter, na última quarta-feira (23).

Esse lançamento, no topo de um foguete Atlas V da United Launch Alliance, está programado para 14h53 EDT (15h53, no horário de Brasília), no dia 30 de julho, no Complexo de Lançamento Espacial 41 na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral ,na Flórida. O voo, batizado de Orbital Flight Test 2 (OFT-2), deverá passar entre cinco e 10 dias em órbita e, em seguida, pousar no oeste dos EUA.

Rosie também voou na missão anterior da Boeing Starliner em dezembro de 2019, que enfrentou problemas de software e não conseguiu chegar à Estação Espacial Internacional conforme planejado.

Dezoito meses depois, o dispositivo de teste está tendo uma segunda chance de dizer aos engenheiros como é um voo da Starliner.

Rocketeer Rosie
Rosie, the Rocketeer: manequim de voo sendo preparada pela equipe da Boeing.
Imagem: Boeing

Durante o voo anterior, o manequim foi equipado com 15 sensores que coletaram dados sobre sua experiência de voo. Desta vez, os sensores se concentrarão na própria espaçonave, de acordo com um comunicado da Boeing, especificamente na infraestrutura dos assentos que abrigará os astronautas.

“Enquanto Rosie nos forneceu uma visão crítica sobre quanta força seu corpo experimentou no assento do comandante durante a primeira missão OFT, esses novos sensores irão capturar dados para caracterizar o movimento de todos os quatro assentos da tripulação”, disse Dan Niedermaier, chefe do módulo da tripulação engenheiro da Boeing, em comunicado.

“Geralmente, todos os locais dos assentos se comportam da mesma forma; no entanto, existem pequenas diferenças que nossos engenheiros desejam validar para garantir que todos tenham uma viagem agradável”, completou.

Rosie ajudará a estabilizar o centro de gravidade do Starliner da Boeing

O manequim, que pesa 82 kg, também ajudará a estabilizar o centro de gravidade do veículo durante todo o voo, de acordo com a Boeing.

Como no seu primeiro voo, Rosie estará enfeitada com um lenço de cabeça vermelho com bolinhas brancas para homenagear sua homônima, a icônica “Rosie, the Riveter” da Segunda Guerra Mundial. 

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Mas, desta vez, o manequim também ostentará uma máscara de pano combinando com o look, em uma referência à pandemia de coronavírus que estourou no cenário mundial logo após o primeiro voo de Starliner.

A máscara foi costurada por Mae Krier, que, durante a Segunda Guerra Mundial, construiu aviões em uma fábrica da Boeing em Seattle, segundo a empresa.

E enquanto “Rosie, a Rocketeer” serve a um propósito técnico, a equipe da Boeing vê o manequim como algo mais importante também, segundo Melanie Weber, a líder do subsistema para Acomodações de Tripulação e Carga no Programa de Tripulação Comercial.

“Estamos todos animados para ver Rosie no Starliner novamente, porque ela simboliza nosso objetivo maior de transportar astronautas de e para a Estação Espacial Internacional”.

Via: Space.com

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