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Após meses de antecipação, a Tesla começou a entregar em junho o carro mais rápido e caro da marca – o Model S Plaid, que custa US$ 130 mil (cerca de R$ 656 mil). O veículo ainda está nas mãos de poucos clientes e ao menos um deles registrou um problema bem grave em um subúrbio da Filadélfia: entrou em combustão e explodiu “do nada” enquanto o dono dirigia após poucos dias de uso.
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De acordo Mark Geragos, da firma de advocacia Geragos & Geragos – que representa a vítima -, seu cliente dirigia na terça-feira (29) um novo Model S Plaid que havia recebido no último sábado (26) quando percebeu fumaça e fogo saindo do carro. Ele lutou para destrancar as portas e conseguir sair do sedã, que continuou seguindo pela rua por cerca de 25 metros antes de ser totalmente envolvido pelas chamas, que terminaram por destruir quase totalmente a estrutura. A empresa não revelou a identidade do motorista, apenas dizendo que se trata de “um executivo”.

“Ele conseguiu sair pela porta de alguma forma. E então o carro, pouco após ele escapar, virou uma bola de fogo”, afirmou o advogado. Segundo Geragos, o evento aconteceu de forma totalmente espontânea, e seu cliente nada fez para modificar ou danificar o modelo – que está perturbado pela situação e pretende entrar com um processo contra a Tesla.
A Geragos & Geragos ainda solicitou à Justiça dos Estados Unidos (EUA) que a Tesla retirasse o Plaid Model S da estrada até que o incidente fosse investigado. A Administração Nacional de Segurança de Tráfego Rodoviário (NHTSA) entrou em contato com as agências relevantes e com a montadora de Elon Musk para investigar a situação e prometeu “tomar as medidas necessárias, caso descubra defeitos inerentes à segurança dos consumidores”.

Em uma postagem agora excluída do Facebook, o corpo de bombeiros que atende a região detalhou sua resposta ao incêndio, que ocorreu na terça-feira por volta das 21h. Os socorristas mantiveram a água fluindo na região da bateria por cerca de 90 minutos para resfriá-la. Foram necessárias duas equipes, que passaram mais de três horas no local, disse ao site CNBC Charles McGarvey, chefe do Departamento de Bombeiros de Lower Merion Township (Pensilvânia).
Para apagar o incêndio espontâneo, 25 mil galões de água foram utilizados no processo – um incêndio com um carro com motor à combustão exige, em média, 300 galões. Após o trabalho da corporação, O Tesla Model S Plaid foi armazenado pelos bombeiros em um depósito e, logo em seguida, retirado do local por seu dono – que prometeu fazer uma investigação independente para descobrir o que causou a explosão, segundo McGarvey.

Até o momento, nem a Tesla ou Musk fizeram qualquer pronunciamento oficial sobre o episódio. Ainda assim, a investigação também trabalha com a hipótese de que o proprietário, sem saber, tenha danificado a parte inferior do elétrico de alguma forma, e que o incêndio não seja indicativo de qualquer problema maior com o veículo.
Essa não é a primeira vez que um veículo da companhia entra em combustão de maneira semelhante: em novembro de 2020, um Model 3 pegou fogo após um acidente no estado norte-americano do Oregon. Em 2019, a NHTSA começou a investigar vários casos de incêndio com Teslas.
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Fontes: Business Insider e CNBC
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