O segundo trimestre de 2021 foi bom para a Netflix em termos de receita e crescimento com relação às previsões de Wall Street. Mas, para a própria plataforma de streaming, o lucro por ação ficou aquém das perspectivas da empresa. A companhia culpa a pandemia da Covid-19 por isso.

No período, a Netflix recebeu mais 1,54 milhões de assinaturas, no mundo todo. Agora, ela soma mais de 209 milhões de clientes. Já a receita ficou em US$ 7,34 bilhões (R$ 38,3 bilhões). O valor é acima, mesmo que não muito, do consenso dos analistas.

publicidade

Leia mais:

Quando o assunto é o lucro por ação, o valor foi de US$ 2,97 (R$ 15,51, na cotação atual), em uma base diluída. Esse é valor bem abaixo da previsão da empresa. A Netflix previa esse lucro em US$ 3,16 (R$ 16,50), enquanto os analistas estimavam US$ 3,14 (R$ 16,39).

Como votar no Olhar Digital no segundo turno do Prêmio Influency.me

A título de comparação, o lucro por ação no mesmo trimestre do ano passado foi de US$ 1,59 (R$ 8,30), com receita de US$ 6,15 bilhões (R$ 32,1 bilhões). Agora, as ações da plataforma de streaming chegaram a cair brevemente 4%, mas se recuperaram.

Para o terceiro trimestre, a Netflix espera conquistar mais 3,5 milhões de assinantes, uma quantidade mais modesta do que o mesmo período em anos anteriores. Caso acerte, a companhia vai chegar a 212 milhões de clientes no mundo.

A Netflix também precisa encarar a crescente concorrência, como Disney+, HBO Max e Amazon Prime Video. Imagem: iStock

Vale lembrar que logo nos primeiros meses de isolamento por causa da pandemia de coronavírus, no primeiro semestre de 2020, a Netflix viu um grande crescimento no número de assinantes. Foram novos 26 milhões de clientes, equivalente à quantidade total de 2019 inteiro.

A desaceleração agora não chegou a ser um choque, mas com a Covid sendo parcialmente controlada em diversos lugares do mundo (não no Brasil) as ações da empresa ficam presas em uma faixa estreita. Para a empresa, a pandemia levou a um comparativo distorcido.

“No 2º trimestre de 2021, nosso envolvimento por família membro foi, como esperado, baixo em comparação com aqueles níveis sem precedentes, mas ainda aumentou 17% em comparação com um 2º trimestre de 2019, mais comparável”, escreveu a empresa, em carta aos acionistas. Há ainda a questão da concorrência, com o crescimento de Disney+, HBO Max e Amazon Prime Video, por exemplo.

Crescimento regional

A região em que a Netflix mais cresceu no segundo trimestre de 2021 foi Ásia-Pacífico. Dois terços das adições líquidas globais de assinantes vieram daquela parte do mundo. Já nos Estados Unidos e Canadá, foram 400 mil clientes a menos.

“O streaming representa apenas 27% do tempo de tela da TV nos Estados Unidos, em comparação com 63% da televisão linear, de acordo com a Nielsen. Com base nesse mesmo estudo, a Nielsen estima que ocupamos apenas 7% do tempo de tela da TV nos Estados Unidos”, explicou a empresa.

'Army of the Dead', de Zack Snyder. Imagem: Netflix/Divulgação
‘Army of the Dead’, de Zack Snyder, foi o filme mais visto do segundo trimestre. Imagem: Netflix/Divulgação

Mais assistidos

Também na carta aos acionistas, a Netflix divulgou as suas produções originais mais assistidas no segundo trimestre de 2021. Confira a lista, com números por “família”, como a plataforma conta as visualizações:

  1. Army of the Dead: Invasão em Las Vegas (75 milhões)
  2. Fatherhood (74 milhões)
  3. Sweet Tooth (60 milhões)
  4. Shadow and Bone (55 milhões)
  5. Lupin – Parte 2 (54 milhões)
  6. A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas (53 milhões)
  7. Elite – 4ª temporada (37 milhões)
  8. Quem matou Sara? – 2ª temporada (34 milhões)
  9. The Circle (29 milhões)
  10. The Sons of Sam: A Descent Into Darkness (19 milhões)
  11. Brincando com Fogo (14 milhões)

Via: Deadline / Gamespot / Guardian

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!