A Rússia ofereceu uma “mãozinha” para a Boeing no conserto da cápsula espacial CST-100 Starliner para que ela finalmente entre em órbita. A cápsula é um dos dois projetos desenvolvidos para lançar astronautas ao espaço como parte do programa Commercial Crew, da Nasa. O outro projeto, muito mais bem-sucedido, é a Crew Dragon produzida pela SpaceX.

Enquanto as naves da SpaceX já levam e trazem astronautas para a Estação Espacial Internacional, a Boeing sofre com uma série de contratempos. O último deles aconteceu no último dia 3 de agosto, quando 13 válvulas do sistema de propulsão não abriram adequadamente durante um teste de pré-voo, o que impediu mais uma vez que a cápsula saísse do chão.

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A mãozinha russa

Tendo isso em vista, a Roscosmos, que é a agência espacial russa, emitiu um comunicado em que se oferece para ajudar a consertar a cápsula defeituosa. Na nota, que foi encarada como uma espécie de deboche, o diretor-geral da agência, Vladimir Koshlakov, disse que poderia disponibilizar o Centro de Pesquisa M.V. Keldysh para ajudar a Boeing.

Desde 2019, a Boeing tem lutado para consertar os muitos erros do CST-100 Starliner, que nunca chegou à Estação Espacial Internacional, seja com ou sem tripulação. Porém, é improvável que a Boeing aceite a ajuda russa, então, provavelmente, a empresa vai tentar resolver sozinha os problemas em sua cápsula espacial, porém, não se sabe quando ou se eles conseguirão.

Ah, a ironia…

Ilustração mostra o módulo Nauka chegando à estação espacial internacional
Ilustração mostra o módulo Nauka chegando à estação espacial internacional. Imagem: Financial Express/Reprodução

O momento em que a Rússia está oferecendo ajuda é particularmente irônico, já que na mesma semana que a Starliner falhou, o módulo russo Nauka acidentalmente disparou seus propulsores, o que causou um sério problema de segurança e colocou toda a ISS em perigo. A ironia da história fez alguns usuários do Twitter fazerem piada com a situação.

Um deles disse que enquanto “a Boeing não conseguiu abrir as válvulas de propulsão da Starliner, a Roscosmos não conseguiu fechar as válvulas do propulsor da Nauka. Então, pode haver alguma sinergia nisso tudo”. Se as duas se juntarem, as coisas podem dar certo no fim das contas.

Com informações do Futurism

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