A SpaceX de Elon Musk finalmente começou a instalar as partes que vão compor o “Mechazilla”, o imenso braço robótico cuja atribuição, especula-se, será a de “agarrar” foguetes Super Heavy que a empresa usar em seus lançamentos da nave orbital Starship.

Oficialmente, o “Mechazilla” – apelido dado ao conjunto pelo próprio Elon Musk – servirá como estação de serviços para conjuntos de lançamento quando estes já estiverem instalados na base. Ao todo, serão três braços, com a montagem do primeiro começando pelo seu suporte principal de sustentação.

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Referidos como “Braços QD” (sigla em inglês para “desacoplagem rápida”), eles vão segurar um conector que será conectado à base da Starship, preenchendo-a com combustível e outros itens consumíveis, conectando a nave à terra.

Isso serve para confirmar uma mudança de design do conjunto: antigamente, pensava-se que a SpaceX usaria um cabo conectado ao próprio foguete Super Heavy para “encher o tanque”. Por essa razão, os protótipos vinham com o conector posicionado na parte inferior de uma das saias laterais.

Com a chegada do SN20, o primeiro protótipo da Starship verdadeiramente capaz de ir à órbita, essa conexão foi movida para a parte traseira da nave, na base. Ao mesmo tempo, isso significa que o plano de reabastecer a Starship durante os voos espaciais – atracando-a em estações de combustível – também foi descartado.

A presença do Mechazilla também vai no caminho contrário à simplicidade que sempre permeou a SpaceX: tanto a Starship como o Super Heavy não terão trem de pouso de qualquer espécie – nem mesmo “pernas” rudimentares para estabilizar os objetos (o foguete, porém, terá aletas em formato de grade). Ao invés disso, braços de aço do tamanho de uma casa média – ainda a serem instalados – serão acoplados ao conjunto robótico. Segundo Musk, eles serão capazes de absorver impacto e elevar/baixar suas posições com precisão, teoricamente permitindo que foguetes e espaçonaves que retornem do espaço sejam “pescadas” por eles do ar. Não por menos, os times por trás dessa parte do desenvolvimento chamaram o projeto de “chopsticks”, a palavra em inglês para referir-se aos hashi – os palitos usados para pegar comida na gastronomia japonesa.

O uso de braços ao invés de, digamos, um guindaste ou grua, segundo a SpaceX, se dá pela praticidade: com o Mechazilla, a empresa espera não apenas ser capaz de agarrar foguetes e naves que retornam, mas também manobrá-las, virando-as e ajustando posições independente de fatores externos, como o clima.

Não há uma data específica para vermos o sistema todo em ação – Musk sempre foi elusivo nesse aspecto -, mas desde junho, a SpaceX vem trabalhando em ritmo acelerado para seus projetos. E os planos do teste de voo orbital da Starship antecipam uma execução ainda em 2021, então não deve demorar.

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