Um médico do Arkansas, nos Estados Unidos, está sendo investigado por práticas antiéticas e, de certa forma, eugenistas. O profissional usou presos como cobaias, sem que eles soubessem, para um teste com a ivermectina no tratamento da Covid-19.

De acordo com os presos, o médico, que foi identificado como, Rob Karas, deu a ivermectina, que é comprovadamente ineficaz contra a Covid-19, dizendo aos detentos que se tratava de outros medicamentos, como vitaminas, esteróides e antibióticos.

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O caso será investigado pelo conselho de medicina, já que viola diretrizes federais sobre prescrições e testes com medicamentos. Além disso, não dizer ao paciente qual é a real medicação que está sendo administrada fere seriamente princípios de ética médica.

Presos passaram mal

Ivermectina
Eficácia da ivermectina contra a Covid-19 só é alcançada em dosagens tão altas que podem de causar overdose no paciente. Secom/Divulgação

De acordo com um dos detentos, Edrick Floreal-Wooten, o medicamento gerou reações adversas nele e em outros de seus colegas, como vômitos, diarreia e febre alta. Ao perguntarem o que estavam tomando, os detentos eram informados que se tratava de “comprimidos para ajudá-los a melhorar”.

Floreal-Wooten declarou que os presos só descobriram o que tinham tomado quando o caso foi descoberto e a notícia passou na televisão. Segundo ele, ninguém sabia que eles eram parte de uma espécie de experimento envolvendo a ivermectina.

Droga não é recomendada

De certa forma, o medicamento, que é indicado para tratamento de piolhos, sarnas e carrapatos em humanos, tem eficácia contra a Covid-19. Porém, para isso, seria necessária uma dose tão alta que pode causar uma overdose no paciente. Por isso, a droga não é indicada contra a Covid-19.

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Os sintomas apresentados pelos presos são mais comuns em humanos quando a ingestão de ivermectina é feita em dosagens muito altas ou em uma formulação da droga que é destinada ao gado. Além de vômitos, diarréia e febre, a droga também pode causar convulsões, coma e até a morte.

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